GRNEWS TV: Percebeu que perdeu o controle das apostas e jogos online? Procure ajuda antes que seja tarde

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Raianne Couto, Psicóloga e Coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial e Lucas Moreira, Médico do CAPS AD, confirmaram que o avanço das apostas online tem levado um número crescente de pessoas aos serviços de saúde mental. Especialistas alertam que reconhecer os primeiros sinais da dependência e buscar ajuda rapidamente pode evitar consequências graves, como endividamento, perda de vínculos familiares, depressão e outros transtornos psicológicos. A boa notícia é que o atendimento está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e não exige encaminhamento médico.

A porta de entrada está mais perto do que muita gente imagina
O primeiro local indicado para quem percebe que está perdendo o controle é a Unidade Básica de Saúde. Nessas unidades, o cidadão pode solicitar diretamente o agendamento com um psicólogo, sem necessidade de consulta médica prévia. Quando o caso exige atendimento imediato ou apresenta maior gravidade, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também funcionam em sistema de porta aberta, realizando acolhimento, avaliação multiprofissional e encaminhamento conforme a necessidade de cada paciente.

O tratamento vai muito além dos medicamentos
Profissionais da saúde destacam que a recuperação da ludopatia não depende apenas de remédios. Embora a medicação possa ser utilizada em situações específicas, o tratamento é construído principalmente por meio da psicoterapia, do acompanhamento multiprofissional, do fortalecimento da rede de apoio e de mudanças de comportamento.

Outro ponto fundamental é que o paciente consiga reconhecer que precisa de ajuda. Especialistas afirmam que a recuperação começa quando a pessoa rompe o silêncio, compartilha seu sofrimento e permite que profissionais especializados compreendam toda a dimensão do problema.

Atenção especial para crianças e adolescentes
O crescimento do acesso precoce às tecnologias também preocupa os profissionais. Crianças e adolescentes apresentam maior vulnerabilidade porque ainda estão em processo de desenvolvimento emocional e neurológico. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, irritabilidade, uso excessivo do celular, perda de interesse por atividades familiares e recusa em sair de casa são sinais que merecem atenção.

Especialistas reforçam que a prevenção depende do diálogo dentro de casa, da participação das escolas e de campanhas permanentes de conscientização. Falar sobre o tema sem preconceitos, ouvir quem está sofrendo e buscar ajuda especializada podem fazer toda a diferença para interromper um ciclo de dependência antes que ele provoque consequências irreversíveis.

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