Mortes violentas caíram 8,2% no Brasil em 2025; feminicídios aumentam 4%
A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indica que o indicador de mortes violentas intencionais (MVI) no território nacional recuou de 20,6 casos por 100 mil habitantes no ano de 2024 para 19,1 por 100 mil no ano de 2025, o que representa uma diminuição de 8,2%.
Trata-se da menor marca verificada desde o início dessa medição, no ano de 2012. Em números absolutos, o Brasil contabilizou 40.775 mortes violentas intencionais ao longo do ano passado, frente às 44.127 ocorrências assinaladas no ano anterior.
O conceito de MVI engloba homicídio doloso, feminicídio, roubo seguido de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, óbitos resultantes de intervenções policiais e mortes de agentes policiais, quer estejam em serviço ou em período de folga.
No ano de 2025, o país alcançou pela primeira vez um patamar inferior a 20 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. A título de comparação, no ano de 2012 essa proporção era de 27,7 ocorrências a cada 100 mil pessoas.
Durante o ano passado, apresentaram redução os crimes de homicídio doloso (com recuo de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Por outro lado, os levantamentos apontam que as mortes derivadas de intervenção policial e os casos de feminicídio subiram 5,4% e 4%, respectivamente.
Divergências no comportamento dos indicadores estaduais
Embora o saldo médio do país tenha sido de queda nas MVI, sete unidades federativas registraram alta na comparação com o ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).
Conforme os dados do balanço, as demais unidades federativas obtiveram retração nos registros de MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%), Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%), São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%) e Maranhão (-2,2%).
Escala de feminicídios e tentativas registradas
No ano de 2025, os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que 44,4% das mulheres vítimas de assassinato no país perderam a vida em decorrência do gênero, figurando como o maior percentual verificado desde a inserção da tipificação do feminicídio no Código Penal brasileiro, ocorrida em 2015.
Em termos absolutos, o ano passado somou 1.571 vítimas de feminicídio, o equivalente a uma média diária de 4,3 assassinatos. Tal resultado gera uma taxa de 1,4 vítima por 100 mil pessoas do sexo feminino, alta de 4% perante o ano de 2024.
Os casos de tentativa de feminicídio igualmente mantiveram tendência de alta no ano de 2025. Ao todo, 4.189 mulheres sobreviveram às agressões, o que denota avanço de 5,9% ante 2024. Isso significa que, para cada feminicídio consumado no país no ano passado, foram computadas quase três tentativas.
A publicação assinala que, unindo as ocorrências de feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte exibiram os maiores índices, registrando 9,8 e 8 vítimas a cada 100 mil mulheres, respectivamente.
Em contrapartida, as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) apresentaram índices menores de violência letal de gênero, somados os episódios consumados e tentados. Com informações da Agência Brasil
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.


