Agro em alta: IBGE projeta crescimento para a colheita nacional de grãos
O campo brasileiro segue em ritmo de expansão e deve registrar novos avanços no balanço anual. De acordo com as projeções mais recentes divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir a marca de 347,4 milhões de toneladas ao longo deste ciclo.
O montante estimado representa uma elevação de 0,4% frente ao desempenho consolidado no período anterior. Na prática, o acréscimo significa que o país vai retirar do campo mais de 1,3 milhão de toneladas adicionais em comparação com o encerramento do ciclo passado, quando as lavouras entregaram 346,1 milhões de toneladas aos armazéns.
Para dar conta desse volume, o território destinado à colheita foi ampliado e deve alcançar 83,2 milhões de hectares. Trata-se de um crescimento de 1,9% no comparativo anual, o que equivale à incorporação de 1,6 milhão de hectares ao sistema produtivo. Por outro lado, quando confrontado com o levantamento feito no mês imediatamente anterior, a área projetada demonstrou uma sutil retração de 60.985 hectares.
Soja, milho e arroz concentram os trabalhos no campo
O desempenho da agricultura nacional continua fortemente ancorado em três culturas pilares. A soja, o milho e o arroz concentram a atividade rural e respondem juntos por 92,8% de todo o volume de grãos projetado para o país, além de ocuparem 87,4% de toda a extensão de terras cultivadas.
A soja lidera o topo da produção com uma expectativa de colheita fixada em 174,8 milhões de toneladas. Logo em seguida, as projeções para o milho apontam para um total de 136,5 milhões de toneladas. Desse montante do cereal, a primeira etapa do ano deve responder por 29,7 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra — historicamente mais expressiva — deve injetar 106,8 milhões de toneladas no mercado.
O levantamento do instituto também detalhou o comportamento de outras culturas de grande relevância econômica. O arroz em casca tem sua colheita estimada em 11,2 milhões de toneladas, enquanto o trigo deve alcançar a marca de 6,6 milhões de toneladas. No segmento de fibras, o algodão herbáceo em caroço projeta um rendimento de 9,1 milhões de toneladas, acompanhado pelo sorgo, cuja colheita prevista é de 5,6 milhões de toneladas.
Distribuição regional e os estados que lideram o setor
O mapeamento geográfico feito pelo IBGE mostra que a produção de alimentos está distribuída de forma concentrada pelas regiões brasileiras. O Centro-Oeste desponta na vanguarda do setor, sendo responsável por quase metade de tudo o que é produzido no país, com 172,4 milhões de toneladas.
A Região Sul consolida a segunda posição com 92,4 milhões de toneladas, seguida de perto pelo Sudeste com 30,8 milhões de toneladas. Nas últimas posições do ranking regional aparecem o Nordeste, com uma colheita estimada em 29,8 milhões de toneladas, e a Região Norte, que deve contribuir com 22,2 milhões de toneladas para o balanço nacional.
No recorte por unidades da federação, o estado de Mato Grosso mantém sua hegemonia como o principal polo agrícola do país, detendo sozinho uma fatia de 31,3% de toda a produção de grãos. O Paraná aparece na sequência com uma participação de 13,7%, acompanhado pelo Rio Grande do Sul com 10,7%. O grupo dos principais produtores do país é completado por Goiás, que responde por 9,7%, Mato Grosso do Sul com 8,4% e Minas Gerais com 5,5%. Somados, esses seis estados concentram 79,3% do abastecimento nacional. Com informações da Agência Brasil


