Novo complexo hospitalar entra em operação em Divinópolis para transformar a saúde no Centro-Oeste mineiro

A rede de saúde pública na macrorregião Oeste de Minas Gerais ganha um reforço histórico a partir desta semana. Após ter as obras concluídas, o Hospital Regional de Divinópolis dá início às suas atividades assistenciais de maneira escalonada. O empreendimento recebeu um aporte financeiro estadual que gira em torno de R$ 134 milhões, estruturando um polo de atendimento que vai beneficiar diretamente mais de 1,2 milhão de habitantes espalhados por 54 cidades da região.

O projeto faz parte de uma estratégia do governo estadual para descentralizar os serviços de saúde, garantindo que procedimentos de média e alta complexidade fiquem mais acessíveis aos cidadãos, evitando longos deslocamentos. O complexo médico teve a sua estrutura física finalizada no início do ano e passa agora a receber os primeiros pacientes, após o encerramento do processo de transferência do patrimônio imobiliário para a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Estrutura de ponta e leitos de terapia intensiva
O centro médico foi planejado com instalações modernas e capacidade para abrigar 202 leitos de internação. Desse montante, a ala de cuidados críticos se destaca com 30 vagas de UTI para o público adulto, dez voltadas para o atendimento pediátrico e outras dez destinadas ao suporte de recém-nascidos na UTI neonatal. O hospital dispõe ainda de um bloco cirúrgico equipado com oito salas de operação, setor ambulatorial, pronto-atendimento e uma ala de maternidade com espaços integrados para acompanhar a gestante antes, durante e depois do nascimento do bebê.

A área de suporte diagnóstico foi projetada para realizar exames de alta tecnologia, incluindo ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X e mamografia. Nesta primeira etapa de funcionamento, a unidade disponibiliza 29 leitos de enfermaria clínica e consultas especializadas em ramos como cardiologia, endocrinologia, hematologia, infectologia, nefrologia e clínica médica. A coordenação administrativa está sob a responsabilidade da rede de Hospitais Universitários do Brasil (HU Brasil), ligada ao Ministério da Educação.

Retomada histórica e investimentos via fundo de reparação
A trajetória da construção da unidade hospitalar foi marcada por uma interrupção iniciada no ano de 2016. Os trabalhos no canteiro de obras só foram reiniciados em 2023, após o direcionamento de recursos específicos para a sua conclusão. Do montante global investido, cerca de R$ 50 milhões custearam a edificação civil e as reformas estruturais, enquanto aproximadamente R$ 85 milhões foram empregados na aquisição de maquinário hospitalar e adaptações técnicas.

O montante financeiro utilizado para erguer o prédio é originário dos fundos do Acordo Judicial de Brumadinho, uma mediação que envolveu o Executivo estadual, as defensorias e promotorias públicas nas esferas federal e estadual, além da mineradora Vale. A iniciativa utiliza os valores indenizatórios dos danos socioeconômicos e ambientais da tragédia da bacia do Rio Paraopeba para financiar melhorias estruturais permanentes voltadas à população mineira.

Plano de expansão da rede hospitalar no estado
A ativação do braço médico em Divinópolis integra um plano mais amplo focado no término de cinco grandes hospitais regionais em Minas Gerais, somando investimentos que tangenciam R$ 1 bilhão. A unidade de Teófilo Otoni abriu as portas no fim do ano passado, e o complexo de Sete Lagoas teve sua estrutura física finalizada recentemente.

A expectativa do cronograma oficial indica que os hospitais localizados em Conselheiro Lafaiete e Governador Valadares tenham as suas obras liquidadas até o encerramento de 2026. Quando todas as cinco estruturas estiverem operando plenamente, a malha de saúde estadual contará com um acréscimo superior a 1,1 mil leitos, gerando impactos positivos na cobertura médica de mais de 4 milhões de cidadãos. Com informações da Agência Minas

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!