Tabagismo e os perigos ocultos que ameaçam a saúde dos jovens com o avanço dos cigarros eletrônicos
O combate ao consumo de derivados do tabaco ganha novos contornos e exige atenção redobrada das autoridades sanitárias. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu um alerta contundente a respeito dos impactos do tabagismo na saúde pública, direcionando o foco para um fenômeno recente: a popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar, amplamente conhecidos como vapes, que vêm conquistando espaço principalmente entre adolescentes e jovens adultos.
O tabagismo é classificado cientificamente como uma enfermidade crônica desencadeada pela dependência química da nicotina, uma substância que atua de forma direta no sistema nervoso central. O hábito de fumar atua como um fator de risco determinante para o desenvolvimento e o agravamento de patologias cardiovasculares, disfunções respiratórias crônicas e múltiplos tipos de câncer. As autoridades reforçam que a ameaça não se restringe ao cigarro industrializado tradicional, estendendo-se com igual ou maior gravidade aos modelos eletrônicos e aos cigarros de palha.
Síndrome respiratória acende sinal de alerta para os usuários de vape
A proliferação dos vaporizadores tem gerado grande inquietação nos bastidores da saúde do estado. Nayara Pena, referência técnica da Diretoria de Promoção da Saúde e Políticas de Equidade da SES-MG, adverte que o consumo desses itens de comercialização proibida no Brasil acarreta danos severos e imediatos ao organismo.
Um dos principais riscos associados a essa prática é o desenvolvimento da Evali, uma síndrome respiratória aguda que provoca uma inflamação traumática nos pulmões. Ao contrário de uma pneumonia convencional, a enfermidade não possui origem bacteriana ou viral; ela nasce das lesões químicas profundas causadas pelas substâncias inaladas na fumaça artificial. Os indivíduos acometidos apresentam sintomas como desconforto torácico, tosse insistente e falta de ar, sendo que as ocorrências mais agudas podem comprometer o funcionamento de outros órgãos vitais.
A especialista aproveita para desmistificar a imagem construída em torno do cigarro de palha, muito utilizado no meio rural e urbano. Existe uma percepção equivocada de que se trata de uma alternativa menos prejudicial por ser “natural”, porém, o produto carrega índices elevados de nicotina e toxinas. O perigo é potencializado pela ausência total de filtros, fazendo com que o fumante aspire as impurezas diretamente, sem qualquer barreira de contenção.
Sistema público oferece apoio sem custos para quem deseja abandonar o vício
Para quem busca romper com a dependência e recuperar a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza suporte integral e gratuito através do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). A iniciativa já está presente em mais de 800 cidades mineiras, estruturada para dar amparo aos cidadãos que decidiram parar de fumar.
O acolhimento tem início nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada localidade. O tratamento oferecido engloba consultas com profissionais de saúde, sessões de aconselhamento terapêutico em grupo ou individuais e, nos casos em que há indicação clínica, o fornecimento de medicamentos específicos para mitigar os efeitos da abstinência. A orientação do órgão estadual é que a população procure a UBS ou a Secretaria de Saúde do seu município para mapear os locais exatos de atendimento. Os benefícios de interromper o hábito são imediatos, promovendo a regeneração das funções respiratórias e cardíacas, além de proporcionar um ganho substancial para o equilíbrio físico e mental. Com informações da Agência Minas

