Cartilha inédita estabelece diretrizes de autodefesa cibernética contra a expansão de fraudes e golpes virtuais
A segurança no ambiente virtual consolidou-se como uma das principais frentes de atuação das forças policiais e de inteligência em Minas Gerais. Como resposta ao crescimento contínuo de fraudes eletrônicas no território estadual, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), em cooperação com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), estruturou e disponibilizou o Guia Prático de Segurança Digital. O manual funciona como um escudo informativo para a população, reunindo recomendações essenciais para resguardar dados sigilosos e evitar prejuízos financeiros.
Os indicadores estatísticos que basearam o desenvolvimento do projeto revelam um cenário de alerta. O volume de fraudes digitais notificadas saltou de 56.664 registros há dois anos para 63.942 ocorrências mapeadas no ano passado. A dinâmica de expansão mantém-se acentuada no primeiro trimestre deste ano, período que já acumula 14.957 queixas formais, evidenciando a necessidade de uma postura preventiva e permanente por parte de toda a sociedade civil.
Sofisticação de táticas criminosas exige atenção redobrada dos usuários
O material didático detalha de forma simples o funcionamento das artimanhas mais recorrentes aplicadas por estelionatários na internet. O guia desmistifica nomenclaturas técnicas e ensina o cidadão a detectar os sinais de perigo por trás de mensagens capciosas, arquivos maliciosos, sequestros de sistemas corporativos e o uso de manipulações de áudio e vídeo por inteligência artificial, conhecidas como deepfakes.
A cartilha orienta sobre os cuidados indispensáveis ao navegar por páginas externas e a importância de desconfiar de links que exijam o fornecimento imediato de senhas ou documentos de identificação. Caso a tentativa de fraude se concretize, o documento instrui a vítima sobre os procedimentos corretos para a preservação de evidências digitais — como capturas de tela e comprovantes bancários — e indica os canais oficiais para o acionamento célere da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Cooperação entre órgãos de inteligência asfixia o poder financeiro de organizações
A elaboração deste ecossistema de defesa reflete um avanço metodológico no combate ao crime organizado, que passou a operar sob moldes corporativos altamente flexíveis e de baixo risco operacional no ciberespaço. Grupos criminosos têm utilizado rotineiramente credenciais vazadas e técnicas de indução psicológica para captar recursos ilícitos e, posteriormente, reinvestir na sofisticação de suas estruturas de atuação.
Para contrapor essa engrenagem, o comitê de segurança do estado aposta no fortalecimento da inteligência integrada e no cruzamento ágil de dados entre os setores de repressão a delitos financeiros virtuais. De acordo com as diretrizes da pasta, o enfraquecimento de tais redes criminosas depende obrigatoriamente do bloqueio de seus fluxos de capital, da conscientização pública e da proteção rigorosa dos ativos digitais dos cidadãos. Com informações da Agência Minas
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.


