Anvisa aprova nova vacina contra gripe com eficácia de até 73% na prevenção de cepas das linhagens A e B

O enfrentamento às infecções respiratórias sazonais ganhou um reforço regulatório no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chancelou o registro comercial da Fluprevli, um novo imunizante trivalente desenvolvido para atuar na prevenção da influenza. A deliberação oficial da diretoria colegiada, veiculada no decorrer deste mês, concede o aval para que a fórmula seja utilizada na imunização ativa de indivíduos com idade a partir de seis meses, oferecendo proteção direcionada contra cepas dos vírus influenza das linhagens A e B.

O parecer emitido pela autarquia federal fundamentou-se nos relatórios das pesquisas clínicas, que demonstraram uma capacidade de proteção de até 73% na contenção da doença em pacientes adultos. Nos testes direcionados ao público infantil, o índice de eficácia alcançou o patamar de até 65%.

Os dados analíticos encaminhados para a obtenção da licença sanitária evidenciaram que o imunizante induz expressivos índices de soroproteção, condição biológica na qual o organismo mantém patamares satisfatórios de anticorpos na corrente sanguínea. Os relatórios comprovaram ainda uma sólida taxa de soroconversão, termo técnico que designa a transição na qual o sistema de defesa do paciente passa a gerar anticorpos rastreáveis após o estímulo vacinal ou o contato com o patógeno.

Influenza permanece como desafio para a saúde pública e grupos vulneráveis
O monitoramento da influenza é tratado como prioridade pelas autoridades sanitárias devido ao seu comportamento epidemiológico como uma infecção viral do trato respiratório de alta transmissibilidade. O agravo está historicamente vinculado ao surgimento de surtos e epidemias periódicas ao longo do ano, carregando o potencial de desencadear quadros clínicos complexos, internações hospitalares prolongadas e óbitos.

Os médicos alertam que a evolução para formas graves e complicações da patologia ocorre de maneira mais acentuada dentro de recortes populacionais específicos. Essa faixa de maior vulnerabilidade inclui crianças na primeira infância, pessoas idosas, mulheres gestantes e portadores de patologias crônicas pré-existentes. Essas categorias recebem historicamente o status de públicos prioritários durante os calendários de imunização em massa no território nacional.

Incorporação ao sistema público depende de aval técnico e orçamentário
A homologação da Anvisa cumpre o papel de atestar a segurança, a qualidade industrial e a eficácia biológica do produto em solo nacional, permitindo sua comercialização. No entanto, para que o novo imunizante seja integrado de forma gratuita aos estoques do Sistema Único de Saúde (SUS), o produto precisará cumprir ritos burocráticos adicionais.

O protocolo exige que a vacina seja submetida a um escrutínio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão encarregado de avaliar os impactos econômicos e a viabilidade logística da nova tecnologia. Após o parecer da comissão, a decisão final de compra e distribuição caberá ao Ministério da Saúde. Até o momento, a pasta federal não fixou um cronograma ou data estimada para o início dessa avaliação técnica. Com informações da Agência Brasil

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