GRNEWS TV: Saúde mental ganha novo olhar com inclusão e autonomia em destaque

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Raianne Couto, psicóloga e coordenadora da RAPS, Simone Lopes, coordenadora do Serviço Residencial Terapêutico e Ana Carolina Barros, artesã e instrutora do Centro de Convivência de Saúde Mental Caminho da Esperança, falaram a importância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Pará de Minas.

Superação de preconceitos revela potencial dos usuários
Profissionais da área de saúde mental têm observado, na prática, que o maior obstáculo ainda é o preconceito — muitas vezes presente até mesmo entre cuidadores e familiares. A convivência com usuários dos serviços tem mostrado resultados surpreendentes. Um exemplo marcante foi uma viagem realizada ao litoral da Bahia, onde os participantes demonstraram educação, respeito e convivência exemplar, chamando a atenção de todos ao redor. A experiência reforça que, com apoio e oportunidades, essas pessoas podem exercer plenamente sua cidadania.

Desinstitucionalização muda paradigma do cuidado
O modelo atual de atenção psicossocial rompe com práticas antigas marcadas pelo isolamento em instituições. Durante décadas, pessoas consideradas “diferentes” eram afastadas da sociedade, muitas vezes sem diagnóstico adequado. Casos históricos em Minas Gerais ilustram esse cenário, como o envio de indivíduos ao antigo hospital de Barbacena, relatado na obra “Holocausto Brasileiro”. Hoje, a proposta é oposta: promover o retorno ao convívio social, com suporte contínuo e respeito à liberdade.

Rede de apoio fortalece reintegração social
A desinstitucionalização garante que o cuidado ocorra em serviços comunitários, como residências terapêuticas, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e unidades básicas de saúde. Internações prolongadas deixaram de ser regra, pois se compreende que o isolamento pode agravar o sofrimento psíquico. O foco agora é o acolhimento aliado à responsabilidade, permitindo que o indivíduo recupere direitos e também assuma deveres.

Arte e convivência resgatam identidade em Pará de Minas
O Centro de Convivência Caminho da Esperança, criado em 2001, é um exemplo dessa nova abordagem. O espaço oferece oficinas de artesanato, teatro, dança, música e até cinema, incentivando a expressão individual e o protagonismo. Com atividades em dois turnos, o serviço atende diferentes públicos, incluindo crianças e adolescentes. Mais do que ocupar o tempo, as oficinas ajudam a reconstruir a identidade de pessoas que, por muito tempo, foram definidas apenas pela doença.

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