Produção de motos alcança segundo melhor desempenho histórico para um primeiro trimestre
O Polo Industrial de Manaus registrou um ritmo intenso de fabricação nos primeiros três meses de 2026. Segundo dados apresentados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), foram produzidas 561.448 unidades no período, consolidando um crescimento de 12,1% na comparação com o ano anterior. Este volume representa o segundo maior patamar já atingido pela indústria nacional em um primeiro trimestre, coincidindo com o ano em que a associação celebra seu cinquentenário.
O grande motor dessa produção continua sendo os modelos de baixa cilindrada, que atenderam à maior parte da demanda com mais de 435 mil exemplares saindo das linhas de montagem. As motocicletas de média cilindrada também apresentaram números expressivos, superando 110 mil unidades, enquanto o segmento de luxo e alta performance contribuiu com pouco mais de 15 mil motos fabricadas.
Março estabelece recorde absoluto de fabricação e vendas
O desempenho isolado do mês de março surpreendeu positivamente ao cravar um recorde histórico para o período. Com 212.716 motocicletas produzidas, o setor saltou 34,5% em relação ao mesmo mês de 2025. O aquecimento fabril acompanhou a alta procura nas concessionárias, que também vivenciaram um momento de ouro. Os licenciamentos no varejo somaram 571.728 unidades no acumulado do trimestre, uma expansão de 20,6%.
De acordo com a liderança da Abraciclo, a motocicleta se consolidou como uma alternativa estratégica devido à agilidade na locomoção urbana, baixo custo de manutenção e sua importância crescente como ferramenta de trabalho. O Brasil mantém sua posição de destaque global, ocupando atualmente o posto de sexto maior produtor de motos do planeta.
Cenário externo e projeções otimistas para o fechamento do ano
No mercado internacional, as exportações registraram uma recuperação importante, com alta de 18,6% no trimestre. A Argentina reassumiu o protagonismo como principal destino das motos brasileiras, impulsionada por sinais de melhora em sua economia interna. No total, mais de 11 mil unidades foram enviadas para outros países entre janeiro e março.
Apesar do otimismo, o setor monitora com cautela as instabilidades geopolíticas no Oriente Médio. A pressão sobre os preços do petróleo e possíveis reflexos na inflação e nas taxas de juros nacionais são pontos de atenção para os fabricantes. Mesmo assim, a expectativa para o encerramento de 2026 é de crescimento contínuo, com a meta de ultrapassar a marca de 2 milhões de motocicletas produzidas e alcançar 2,3 milhões de unidades comercializadas no varejo nacional. Com informações da Agência Brasil

