GRNEWS TV: Saúde mental e proteção feminina avançam com acesso facilitado ao SUS em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Priscilla Messiane, psicóloga, e Mariane Melo, coordenadora do CREAS falaram sobre a rede apoio às mulheres e meninas vítimas de violência em Pará de Minas.
Atendimento psicológico sem barreiras amplia acolhimento
O acesso à saúde mental em Pará de Minas tem avançado com iniciativas que facilitam a entrada da população nos serviços públicos, como o Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade da praça Alfredo Leite no bairro Santos Dumont, por exemplo, o atendimento funciona em modelo de “porta aberta”, permitindo que qualquer pessoa procure diretamente a recepção e realize o agendamento, sem necessidade de triagem inicial. A proposta busca reduzir filas e garantir acolhimento imediato.
Em regiões com maior demanda, como o bairro Providência e áreas atendidas por outras unidades, pode haver uma organização por níveis de urgência. Ainda assim, a orientação central é clara: ninguém deixa de ser atendido. A recomendação é procurar o serviço de saúde o quanto antes, evitando que situações emocionais se agravem.
Quebra de preconceitos fortalece o cuidado psicológico
Historicamente, a psicologia foi vista como um serviço restrito a poucos, o que ainda gera resistência em parte da população. No entanto, profissionais reforçam que o acompanhamento psicológico é um direito e deve ser buscado antes de crises mais graves. A escuta qualificada contribui para o equilíbrio emocional e ajuda na construção de caminhos mais saudáveis para a vida.
Além disso, as redes sociais têm sido aliadas na divulgação de ações e grupos terapêuticos promovidos pelas unidades de saúde. Em alguns casos, uma única unidade chegou a realizar diversos encontros mensais com atividades coletivas, ampliando o acesso e o vínculo com a comunidade.
Violência contra a mulher exige atenção e denúncia
Outro ponto de alerta é o crescimento das chamadas violências sutis, que muitas vezes passam despercebidas, mas impactam diretamente a autonomia das mulheres. Com mais informação, cresce também a busca por direitos e proteção.
Os canais de denúncia estão disponíveis para diferentes situações. Em casos de violência, é possível acionar o 180, além dos números 181, 100 e 190 em situações de urgência. Também há suporte da Guarda Municipal pelo 153 e da Polícia Civil pelo 197, além da Delegacia Digital de Minas Gerais.
Ações educativas e prevenção também envolvem agressores
Programas voltados à reeducação de agressores têm apresentado resultados positivos, com redução significativa de reincidência. Especialistas defendem a ampliação desses projetos como estratégia complementar no enfrentamento à violência.
A mobilização da rede pública e da sociedade segue como peça-chave para garantir proteção, acolhimento e informação, especialmente em eventos e fóruns que discutem o tema no município.
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