Operação Vem Diesel combate reajustes abusivos em postos e distribuidoras de 11 estados

Uma mobilização coordenada pela Polícia Federal, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi deflagrada nesta sexta-feira (27) para enfrentar irregularidades no mercado de combustíveis. A ofensiva, que se estende por 11 estados e pelo Distrito Federal, mira estabelecimentos suspeitos de inflar preços de forma injustificada e de articular acordos ilegais entre concorrentes para manipular o mercado.

Fiscalização identifica lucros exorbitantes no setor
A força-tarefa, que conta com o apoio dos Procons estaduais, investiga crimes contra a ordem tributária e econômica, além de práticas que ferem os direitos do consumidor. Entre os dados mais alarmantes apurados até o momento, a Senacon revelou que uma das fiscalizações detectou um aumento de 277% na margem bruta do óleo diesel, um indício claro de conduta abusiva nas bombas e na cadeia de suprimentos.

Desde o início de março, o governo federal intensificou o monitoramento, alcançando a marca de 3.181 postos de gasolina e centenas de distribuidoras vistoriadas em todo o território nacional. Até o fechamento do balanço mais recente, 78 distribuidoras passaram por inspeções rigorosas da ANP, resultando na lavratura de 16 autos de infração por suspeita de preços abusivos.

Empresas autuadas e próximos passos da investigação
As autoridades já identificaram e autuaram diversas empresas do setor, incluindo nomes como Alesat, Ciapetro, Flagler, Ipiranga, Masut, Nexta, Phaenarete, Raízen, Royal Fic, SIM Distribuidora, Stang, TDC e Vibra Energia. Todas as companhias citadas agora enfrentam processos administrativos conduzidos pela ANP.

A Polícia Federal informou que qualquer irregularidade técnica detectada pelas equipes de campo será utilizada para aprofundar os inquéritos criminais, buscando a punição dos responsáveis por prejuízos causados à economia popular e às relações de consumo. A operação segue em andamento para garantir que o consumidor não seja vítima de cartéis ou de margens de lucro desproporcionais. Com informações da Agência Brasil

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