GRNEWS TV: Sind-Ute reage a plano do governo de privatizar a gestão de 95 escolas estaduais em MG

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Rondinelli Alves, Coordenador da Subsede do Sind-Ute em Pará de Minas, falou sobre a mobilização dos trabalhadores da Educação por melhores salários e contra os ataques do Governo de MG a escola pública.

Sindicato critica proposta de terceirização da gestão escolar
O coordenador da subsede do Sind-Ute em Pará de Minas, Rondinelli Alves, comentou a mobilização dos profissionais da educação contra propostas do governo de Minas Gerais que, segundo a categoria, podem abrir caminho para a privatização da gestão de escolas públicas.

Vestindo uma camisa com a frase “Nossa escola não está à venda”, Rondinelli explicou que o slogan faz parte de uma campanha de mobilização promovida pelo sindicato para alertar a sociedade sobre possíveis mudanças na administração da rede estadual de ensino.

Proposta prevê leilão da gestão de escolas estaduais
De acordo com o representante sindical, o governo estadual pretende realizar em breve um leilão para transferir à iniciativa privada a gestão de 95 escolas públicas estaduais. A proposta prevê que empresas possam assumir áreas como direção, administração e até parte da gestão pedagógica das unidades de ensino.

Segundo Rondinelli, a ideia não é recente. Ele lembrou que, anos atrás, representantes do governo já haviam defendido um projeto piloto envolvendo três escolas em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com a intenção de testar o modelo antes de ampliar a iniciativa.

Categoria teme impactos para profissionais e alunos
Para o sindicato, a possível terceirização da gestão escolar pode trazer consequências para os trabalhadores da educação. Uma das principais preocupações é a redução do número de profissionais nas escolas, já que empresas privadas tendem a enxugar equipes para reduzir custos.

O coordenador também afirma que a medida pode afetar a autonomia dos profissionais da educação, que atualmente participam da organização e da condução das atividades pedagógicas nas escolas.

Falta de diálogo com o governo é criticada
Outro ponto levantado por Rondinelli Alves é a ausência de diálogo com o governo estadual. Segundo ele, entre as reivindicações da categoria está justamente a abertura de um canal de conversa para discutir projetos e propostas voltadas para a educação pública.

O sindicato defende que decisões sobre a rede estadual sejam debatidas com professores e demais profissionais do setor antes da implementação de mudanças que possam alterar o funcionamento das escolas.

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