Minas Gerais registra marca histórica com abertura de 35 mil novas empresas no trimestre

O cenário econômico mineiro inicia o ano de 2026 com um fôlego renovado para o empreendedorismo. De acordo com o balanço mais recente da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), o estado formalizou a criação de 35.239 novos negócios nos primeiros três meses deste ano. O volume representa uma expansão de quase 10% em comparação ao mesmo intervalo de 2025, evidenciando uma trajetória de crescimento consistente no setor produtivo.

O destaque absoluto do período foi o mês de março, que apresentou uma aceleração surpreendente. Com 12.843 registros, o mês registrou uma alta de 40% em relação ao ano anterior, o que resulta em uma média impressionante de 414 novas empresas nascendo por dia em território mineiro. Para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), esses números refletem a confiança do investidor e a desburocratização do ambiente de negócios.

Desempenho regional e protagonismo da capital
A análise geográfica dos dados aponta a Região Central como o grande motor dessa expansão, concentrando mais de 16 mil novas constituições no trimestre. Em seguida, as regiões Sul e Triângulo também demonstraram vigor econômico, ocupando a segunda e terceira posições no ranking estadual, respectivamente.

No recorte municipal, Belo Horizonte segue na liderança isolada. A capital mineira foi responsável por 9.538 novos empreendimentos entre janeiro e março, mantendo um crescimento acima dos 10%. Outras cidades de porte médio, como Uberlândia, Contagem e Juiz de Fora, também figuram como polos estratégicos para a abertura de novos negócios no estado.

Setor de serviços impulsiona a economia
A diversificação econômica de Minas Gerais se traduz no crescimento de todos os grandes setores, mas os serviços continuam sendo o principal catalisador. Este segmento registrou a abertura de quase 27 mil empresas no trimestre, com uma alta superior a 12%. A indústria e o comércio também fecharam o período com variações positivas, reforçando a retomada em múltiplas frentes.

Apesar do saldo positivo, o relatório da Jucemg também contabilizou o encerramento de 27.150 empresas no mesmo período. É importante ressaltar que os dados apresentados englobam negócios de variados portes, mas não incluem os Microempreendedores Individuais (MEIs), cujos registros seguem o fluxo direto do governo federal. Segundo a presidência da Jucemg, o foco da autarquia permanece na modernização e na simplificação dos processos para garantir que Minas Gerais continue sendo um terreno fértil para quem deseja investir. Com informações da Agência Minas

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