GRNEWS TV: Números assustam em Pará de Minas preocupam e violência contra mulheres se torna emergência global

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.

Alerta internacional expõe crise silenciosa
Relatório recente do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas classifica a violência contra mulheres como uma emergência global. Em 2024, aproximadamente 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas no mundo. A maioria dos crimes ocorreu dentro da própria casa e teve como autores familiares ou parceiros, revelando que o perigo muitas vezes está no ambiente doméstico.

O levantamento ainda não traz os dados consolidados de 2025, mas o cenário já é considerado alarmante pelas autoridades internacionais.

Brasil soma mais de 1.500 feminicídios
No Brasil, 2025 registrou 1.518 feminicídios. Diante da gravidade, os chefes dos três Poderes anunciaram um pacto nacional para reforçar ações de prevenção e enfrentamento. A mobilização busca ampliar políticas públicas e fortalecer a rede de proteção às vítimas.

Autoridades destacam que o aumento dos registros também reflete maior conscientização feminina e divulgação dos canais de denúncia, como o 180 e o 181. Em muitos casos, a denúncia é feita de forma anônima por medo ou vergonha, mas a apuração ocorre com visitas das equipes às vítimas.

Pará de Minas acompanha tendência nacional
Em Pará de Minas, houve crescimento nas ocorrências de violência doméstica. Apesar de não ter sido registrado feminicídio no ano passado, os demais crimes preocupam. Ameaça lidera os registros, com cerca de 40%. Em seguida aparecem vias de fato, com média de 20%, lesão corporal, com 15%, e outros casos como perseguição, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas, somando aproximadamente 25%.

Profissionais da área lembram que a violência não é recente. Casos repetidos com o mesmo agressor continuam sendo realidade, mesmo após avanços na legislação. Especialistas também apontam impactos da pandemia, como agravamento da saúde mental e aumento de conflitos familiares, como fatores que contribuíram para o crescimento das agressões.

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