Programa Hackers do Bem abre 25 mil oportunidades gratuitas para quem deseja combater crimes digitais

Em uma era marcada pela explosão de crimes digitais e vazamentos de dados, o Brasil dá um passo decisivo para fortalecer sua defesa virtual. O programa Hackers do Bem, fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), anunciou a oferta de 25 mil novas vagas para 2026. A iniciativa surge como uma resposta direta ao déficit global de mais de 4,8 milhões de especialistas na área, segundo dados da organização internacional ISC².

O projeto visa transformar cidadãos comuns em especialistas de elite, capazes de identificar vulnerabilidades e proteger infraestruturas críticas. Desde sua criação em 2024, mais de 36 mil pessoas já foram certificadas, consolidando o programa como uma das maiores referências mundiais em capacitação técnica voltada para a soberania tecnológica e a ética digital.

De servidores a advogados: a diversidade que combate o preconceito
O programa tem quebrado barreiras geracionais e de gênero em um setor tradicionalmente restrito. Histórias como a de Patrícia Monfardini, de 52 anos, demonstram que a tecnologia é um campo aberto para todos. Sem conhecimento prévio em TI, a servidora pública mineira superou desafios até alcançar a especialização em Red Team (equipes de ataque ético), decidindo cursar Engenharia de Software logo em seguida.

A mudança de carreira também atraiu Gabriel Matos, de 27 anos, que trocou o Direito pela forense digital, e Marcelo Goulart, que aos 60 anos provou que o recomeço é possível. Para Leandro Guimarães, diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR), esses profissionais formam a linha de frente da defesa cibernética, atuando com responsabilidade para fortalecer sistemas que protegem toda a sociedade.

Da base à residência tecnológica: como funciona a formação
O diferencial do Hackers do Bem é sua estrutura pedagógica progressiva, que não exige qualquer conhecimento prévio dos candidatos. O percurso é dividido em etapas que garantem um aprendizado sólido e prático:

Nivelamento e Básico: Introdução aos conceitos fundamentais da segurança digital.

Fundamental e Especialização: Envolve aulas ao vivo e simulações em laboratórios de última geração.

Residência Tecnológica: A fase final permite que o aluno atue nos escritórios regionais da RNP, recebendo uma bolsa mensal durante seis meses para aplicar o conhecimento em situações reais.

Inscrições e democratização do conhecimento
As inscrições estão abertas para estudantes de todos os níveis — técnico, médio ou superior —, profissionais de TI em busca de atualização e pessoas de qualquer área que desejem migrar para o mercado de cibersegurança. Por ser uma política pública estratégica, a formação é totalmente gratuita e visa não apenas suprir o mercado de trabalho, mas proteger os sistemas essenciais que sustentam o país.

Os interessados devem realizar o cadastro exclusivamente pelo portal oficial da iniciativa, acessando AQUI. Com informações da Agência Brasil

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