GRNEWS TV: Testes rápidos, prevenção e educação são armas centrais contra às ISTs
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Maria de Lourdes Liguori, enfermeira Referência Técnica da Vigilância Epidemiológica e Patrícia Pimenta, cirurgiã dentista Especialista em Cirurgia Buco Maxilo Facial, que abordaram ações de prevenção de ISTs e manifestações bucais.
Exames regulares salvam vidas
A testagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) deve fazer parte da rotina de toda a população. A recomendação dos profissionais de saúde é clara: ao menos uma vez por ano para todos e, no caso dos grupos prioritários, duas vezes ao ano. Pessoas que tiveram relação sexual desprotegida devem procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde, mesmo sem sintomas aparentes. O exame precoce permite identificar infecções silenciosas e interromper a cadeia de transmissão.
Quando buscar ajuda sem medo
Após uma exposição de risco, o ideal é procurar a UBS o quanto antes. Em alguns casos, o teste pode não identificar a infecção de forma imediata, exigindo nova testagem após algumas semanas. Por isso, o acolhimento é essencial. Cada situação é avaliada individualmente, com orientação adequada e acompanhamento contínuo, evitando diagnósticos equivocados e garantindo segurança ao paciente.
Educação em saúde como maior desafio
Profissionais apontam que a redução dos casos, especialmente de sífilis, depende diretamente da prevenção e da informação. A atuação precisa ir além das unidades de saúde, envolvendo escolas e outros setores da sociedade. Quanto mais cedo a educação em saúde acontece, menores são os índices de infecção e mais eficaz se torna o atendimento nos serviços públicos.
Tratamento exige compromisso coletivo
Um dos maiores desafios enfrentados pelas equipes é garantir que o tratamento seja concluído corretamente. No caso da sífilis, que tem cura, é fundamental tratar não apenas o paciente diagnosticado, mas também seus parceiros. A falta de adesão compromete o resultado e mantém o risco de reinfecção. Em gestantes, o acompanhamento é ainda mais rigoroso, podendo durar pelo menos um ano.
Doenças evitáveis precisam de ação contínua
Grande parte das ISTs é prevenível, seja por vacinação ou por medidas simples de proteção. O problema não é apenas da saúde, mas de toda a sociedade. Informação, responsabilidade compartilhada e acompanhamento são essenciais para reduzir os números e proteger vidas.
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