Tradição e diversidade marcam a expansão do Carnaval nas cidades históricas de MG. Veja a programação
Minas Gerais se consolida em 2026 como o epicentro da folia e do descanso no Brasil. Com a projeção de atrair quase 15 milhões de visitantes, o programa “Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade” foi lançado oficialmente no Palácio da Liberdade, destacando a força de 47 municípios que compõem a Associação das Cidades Históricas. O projeto, que une o Governo de Minas à iniciativa privada e prefeituras, reafirma o estado como um destino múltiplo, capaz de oferecer desde o agito dos blocos ancestrais até o refúgio em distritos cercados pela natureza.
Patrimônio vivo e impacto econômico nos destinos mineiros
A celebração deste ano carrega um simbolismo especial com o aniversário de 180 anos do bloco Zé Pereira da Chácara, de Mariana, um dos mais antigos do país. A valorização dessa identidade cultural reflete diretamente no bolso dos mineiros: Ouro Preto prevê uma movimentação de R$ 20 milhões, enquanto São João del-Rei estima um impacto econômico de R$ 50 milhões. Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, o evento é um motor de desenvolvimento que gera emprego e renda enquanto preserva o acervo histórico de cidades que são Patrimônios Culturais da Humanidade.
Entre o agito das ladeiras e o sossego dos distritos
O roteiro de 2026 destaca a dualidade que atrai turistas de todo o país. Em Diamantina e Ouro Preto, a folia ferve com dezenas de blocos de rua e escolas de samba. Por outro lado, para quem busca fugir do barulho, distritos como Lavras Novas e São Bartolomeu oferecem o chamado “Carnaval da Tranquilidade”, focando em experiências gastronômicas e contato com o meio ambiente. Municípios como Tiradentes e São João del-Rei mantêm o charme das marchinhas e dos bonecos gigantes, proporcionando uma vivência autêntica e segura para famílias.
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Programação descentralizada e festas antecipadas
A folia mineira também se destaca pela descentralização. Em Itabira, o tema “A Cor Dessa Cidade” leva a festa para os bairros, enquanto no Sul de Minas, Aiuruoca mantém a tradição do “Aiurufolia”, o primeiro carnaval antecipado do Brasil, realizado desde a década de 30. Outras localidades, como Sabará e Lagoa Santa, investem em programações comunitárias e infantis, ocupando praças públicas com foco na segurança. Segundo Geferson Burgarelli, vice-presidente da Associação das Cidades Históricas, o cenário mudou: a busca pelas praias deu lugar ao desejo de vivenciar o patrimônio mineiro. Com informações da Agência Minas
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