GRNEWS TV: Investir em mobilidade e acessibilidade urbana precisa ser prioridade em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Geraldo Magela de Almeida, o Geraldinho Cuíca, detalhou as principais metas para sua gestão na Câmara Municipal de Pará de Minas neste ano de 2026.
Planejamento urbano ainda enfrenta falhas
A discussão sobre mobilidade e acessibilidade em Pará de Minas evidencia um problema recorrente: obras importantes são executadas sem o devido planejamento para atender pessoas com deficiência. Mesmo quando há boa vontade das equipes envolvidas, a falta de materiais, recursos financeiros e integração entre secretarias acaba comprometendo o resultado final. Em vários momentos, gestores relataram dificuldades orçamentárias que impediram até aquisições básicas, o que ajuda a explicar atrasos e falhas, mas não elimina a necessidade de correções.
Boa vontade não substitui estrutura
Responsáveis pela execução das obras são descritos como profissionais comprometidos, que realizam intervenções sempre que há condições. Quando algo não avança, muitas vezes o entrave está na ausência de recursos ou em decisões tomadas em outra instância do planejamento urbano. A crítica central não é pessoal, mas estrutural: pra o vereador falta um olhar mais atento para quem depende da cidade acessível para exercer direitos básicos, como ir ao médico, à igreja ou simplesmente circular com autonomia.
Cadeirantes seguem encontrando obstáculos
Relatos apontam diversos pontos da cidade onde a acessibilidade simplesmente não funciona. Faixas de pedestres que não se conectam a rampas, calçadas interrompidas e travessias mal planejadas deixam cadeirantes sem alternativa segura. Em locais com fluxo intenso, como entorno de instituições e vias centrais, o problema se repete e reforça a sensação de exclusão.
Mudanças exigem readequação
A transferência de unidades de saúde e a reorganização de serviços públicos também impactam diretamente quem depende de acessibilidade. Estruturas que antes permitiam deslocamento seguro deixam de cumprir esse papel, exigindo novas intervenções. Cada mudança demanda revisão completa das rotas, algo que nem sempre é feito no mesmo ritmo da obra principal.
Entrada da cidade sem inclusão
Um dos exemplos mais simbólicos é a principal via de acesso ao município. Apesar de receber melhorias no asfalto, a ausência de rampas e trajetos acessíveis transforma o cartão-postal da cidade em uma barreira para pessoas com mobilidade reduzida. A crítica é clara: urbanização sem inclusão não atende toda a população.
Avanços e desafios futuros
Embora novos loteamentos já sejam entregues com acessibilidade adequada, o desafio está nas áreas antigas. A avaliação é que o município precisa incorporar essas adaptações de forma gradual ao orçamento, tratando a acessibilidade não como detalhe, mas como parte essencial da política urbana.
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