Operação Focinheira desarticula esquema milionário de roubo de diamantes no Paraná

Uma ação coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (14) resultou na prisão de cinco indivíduos suspeitos de envolvimento em um assalto cinematográfico ocorrido em Londrina. O grupo é acusado de subtrair aproximadamente R$ 15 milhões em pedras preciosas. O caso ganha contornos ainda mais graves devido à confirmação de que dois policiais militares da ativa estão entre os detidos na operação.

O crime, que desencadeou a investigação, foi registrado no dia 18 de novembro de 2024. Na ocasião, um veículo que transportava três pessoas vindas de São Paulo foi interceptado por quatro criminosos armados. Utilizando-se de autoridade falsa, os assaltantes se identificaram como policiais para facilitar a abordagem e garantir o sucesso do roubo da carga de diamantes.

Estrutura criminosa e apreensões em dois estados
A complexidade da organização exigiu o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, estendendo-se pelas cidades paranaenses de Londrina e Ibiporã, além de alcançar Bauru e a capital paulista. Durante as buscas nos endereços dos investigados, os agentes localizaram um arsenal de armas de fogo e munições, além de uma impressionante quantia em cheques, totalizando R$ 11,6 milhões.

As investigações revelaram que o grupo operava com uma divisão de tarefas muito bem definida. De acordo com o delegado Mozart Rocha Gonçalves, a estrutura contava com líderes que articulavam o plano, responsáveis pelo suporte logístico e os executores que realizavam a abordagem direta. Ao todo, oito pessoas foram identificadas como participantes do esquema, incluindo donos de um comércio que serviu de quartel-general para o grupo antes e depois do assalto.

Resposta institucional e medidas administrativas
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) agiu prontamente após a confirmação do envolvimento de seus membros no crime. Em nota oficial, a corporação informou que os dois policiais da ativa responderão a processos administrativos rigorosos, respeitando-se o direito à ampla defesa e ao contraditório. A PMPR enfatizou que possui tolerância zero com desvios de conduta que manchem os valores da instituição.

O inquérito detalhou que os criminosos utilizaram um veículo de cor preta para bloquear a via pública no momento do crime. Um dos integrantes do bando teve a função específica de atrair as vítimas sob o pretexto de negociações, permitindo que a emboscada fosse armada com precisão. O desfecho da Operação Focinheira marca um passo importante no combate a crimes de alta periculosidade envolvendo agentes do Estado no Sul do país. Com informações da Agência Brasil

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