GRNEWS TV: Átrio da Casa da Cultura terá nova cobertura para resolver problemas de chuva, calor, acústica e ventilação

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Isabel Faria, secretária municipal de Cultura e Comunicação Institucional e Ágatha Christie, engenheira civil do Setor de Projetos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, destacaram que a reforma da Casa da Cultura de Pará de Minas enfrenta um dos pontos mais complexos do imóvel histórico. A cobertura do átrio precisava resolver problemas de chuva, calor, iluminação, ventilação e acústica sem comprometer as características arquitetônicas do patrimônio.

Segundo Ágata, do setor de projetos, uma das alternativas avaliadas foi uma cobertura retrátil, mas o custo elevado inviabilizou a solução. O projeto escolhido prevê uma estrutura mista, com aproximadamente 70% da área formada por telhas sanduíche brancas e um lanternim de vidro temperado na parte superior.

Solução para ventilação e iluminação
O lanternim permitirá a circulação de ar e contribuirá para a iluminação natural do espaço. A proposta foi desenvolvida para manter a funcionalidade do átrio, utilizado por diferentes setores e atividades da Secretaria de Cultura, sem criar um elemento que se destaque em relação ao patrimônio.

A preocupação também envolve o conforto acústico e a proteção contra as chuvas, problemas que vinham afetando o uso do ambiente.

Piso histórico passa por recuperação
Outro trabalho importante ocorre nos pisos de madeira. O processo começa com o lixamento, responsável por remover impurezas e o acabamento antigo até alcançar a madeira original. Depois será realizado o estucamento, utilizando resíduos do próprio lixamento para preencher áreas porosas e pequenas falhas.

A etapa final será o envernizamento, conhecido como aplicação de Sinteco, para recuperar e proteger a madeira.

Recurso exigiu força-tarefa
A obra recebeu recurso por meio do Edital 7 de 2025 do Fundo Estadual de Cultura. O programa disponibilizou 10 cotas de R$ 450 mil, destinadas às propostas mais bem avaliadas do estado.

A equipe municipal precisou apresentar projeto, documentos, autorizações patrimoniais e informações sobre os profissionais envolvidos. Segundo Ágata, o processo exigiu uma mobilização conjunta entre o setor de Desenvolvimento Urbano e a Secretaria de Cultura, em um prazo considerado bastante apertado.

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