GRNEWS TV: UBS sem estrutura, demora no atendimento e médicos sobrecarregados preocupam vereadora
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a vereadora Camila Gonçalves de Araújo, a Camila Mão Amiga, disse que a fiscalização vem realizando em unidades básicas de saúde de Pará de Minas identificou problemas estruturais e desafios que podem comprometer a qualidade do atendimento oferecido à população. Entre os pontos levantados estão ambientes inadequados para profissionais, demora em consultas, limitações para solicitação de exames e sobrecarga das equipes médicas.
Uma das situações consideradas mais preocupantes foi encontrada na UBS do bairro Nossa Senhora de Fátima. Segundo a vereadora Camila, a unidade apresenta estrutura pequena para a demanda atendida, com espaços improvisados e condições que precisam ser revistas.
Ambiente de trabalho também afeta qualidade do atendimento
Durante a vistoria, foram observadas salas com problemas de infraestrutura, tubulações aparentes, banheiros precários e ambientes compartilhados por diferentes equipes. Um dos casos citados foi o atendimento psicológico realizado em uma sala sem ventilação adequada.
A avaliação é de que oferecer melhores condições aos profissionais também faz parte da construção de um serviço público de qualidade. Além disso, o acolhimento ao paciente é considerado essencial para tornar o atendimento mais humanizado e transmitir segurança a quem procura ajuda.
Atenção primária enfrenta desafios na agilidade dos serviços
Apesar de Pará de Minas contar com uma rede ampla, com aproximadamente 26 UBSs, a fiscalização aponta que ainda existem pontos que precisam ser aperfeiçoados.
Entre os principais desafios está a demora para consultas básicas, com relatos de pacientes aguardando meses por atendimento com clínico geral. Outra reclamação frequente envolve a dificuldade para conseguir atendimento por demanda livre quando a pessoa apresenta algum problema de saúde imediato.
A limitação para realização de exames também foi citada como uma preocupação, com defesa de maior autonomia para os médicos solicitarem os procedimentos necessários conforme a avaliação de cada paciente.
Sobrecarga médica pode prejudicar continuidade do atendimento
Outro ponto destacado é a redução de equipes em algumas unidades. Segundo a vereadora, locais que anteriormente contavam com dois médicos passaram a funcionar com apenas um profissional, aumentando a pressão sobre o atendimento.
A consequência, segundo ela, aparece em situações como férias, afastamentos ou problemas de saúde do médico, quando a unidade pode ficar temporariamente sem atendimento médico.
A proposta apresentada é buscar ajustes na estrutura, garantir equipes mais preparadas e fortalecer a atenção básica para que a população tenha acesso mais rápido, eficiente e humanizado aos serviços de saúde.
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