GRNEWS TV: Especialistas alertam sobre a migração das águas e educadora ambiental afirma que águas podem desaparecer em Florestal
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Sônia Naime, educadora ambiental, falou sobre a preservação das nascentes e microbacias de Florestal passou a ser tratada como prioridade por ambientalistas e representantes do Rotary Club. O alerta envolve não apenas a situação do município, mas também o impacto regional sobre a bacia do Rio Paraopeba e o abastecimento de água nas próximas décadas.
Segundo especialistas envolvidos no projeto “Por Dentro das Águas de Florestal”, o maior desafio é manter vivas as áreas de nascente, principalmente em regiões vulneráveis como o Ribeirão do Camarão e o Ribeirão do Ouro, que integram o sistema de 17 microbacias identificadas no município.
Comitê de bacia é apontado como solução
Uma das principais apostas para recuperação ambiental está no fortalecimento do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba. A entidade reúne técnicos, recursos financeiros e projetos voltados à conservação da água, recuperação de nascentes e implantação de barraginhas em propriedades rurais.
Em algumas regiões de Florestal, produtores rurais já aderiram aos programas de preservação. O Ribeirão do Ouro, por exemplo, vem recebendo ações de cercamento de nascentes e implantação de pequenas barragens que ajudam a reter água da chuva e aumentar a infiltração no solo.
Especialistas destacam que as barraginhas se transformaram em alternativa eficiente e de baixo custo para fortalecer a produção de água subterrânea e reduzir erosões.
Falta de diálogo preocupa ambientalistas
Apesar das soluções disponíveis, ambientalistas afirmam que ainda falta integração entre prefeituras, órgãos ambientais e empresas responsáveis pelo abastecimento. A crítica principal é que muitos municípios transferem toda a responsabilidade da água para a Copasa e deixam de investir diretamente em políticas de preservação.
Outro ponto preocupante envolve o fenômeno conhecido como “migração da água”. Pesquisas acadêmicas apontam que nascentes degradadas podem secar, fazendo com que a água reapareça em outras regiões através do lençol freático. O problema é que as cidades permanecem no mesmo lugar e continuam dependentes das fontes locais.
Projeto quer mobilizar moradores
O Rotary Club pretende ampliar o trabalho de conscientização com novas revistas e mapas individualizados das microbacias. A proposta é mostrar distrito por distrito, revelando áreas de nascente, atividades produtivas, riscos ambientais e formas sustentáveis de preservação.
A principal mensagem do projeto é que grandes rios dependem da preservação dos pequenos córregos e nascentes. Sem cuidado coletivo, especialistas alertam que o futuro hídrico de Florestal poderá ficar ainda mais comprometido.
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