GRNEWS TV: Humanização no SUS é desafio para quem convive com a fibromialgia

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a vereadora Irene Susana da Silva de Melo Franco e Cláudia Vilela, coordenadora do Movimento Mulheres de Fibro, abordaram as poucas conquistas e os inúmeros desafios para as pessoas que sofrem com a fibromialgia em Pará de Minas.

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Tecnologia e protocolo sem empatia afastam pacientes
Integrantes do movimento de pessoas com fibromialgia têm alertado para a falta de sensibilidade no atendimento da rede pública de saúde. Segundo relatos, há excesso de tecnicismo e pouca escuta humana, especialmente no contato inicial com a Atenção Primária. Em reuniões institucionais, demandas levantadas a partir de questionários e prontuários elaborados pelo próprio movimento sequer foram analisadas, reforçando a percepção de distanciamento entre gestão e realidade dos pacientes.

Fibromialgia vai além da dor física
Quem convive com a doença enfrenta um conjunto complexo de desafios. Além da dor crônica, são comuns fadiga intensa, ansiedade, depressão e dificuldades cognitivas. Por isso, o atendimento precisa considerar não apenas protocolos e registros, mas também acolhimento e compreensão. O manejo ético passa pelo reconhecimento dessas múltiplas dimensões, algo que, na avaliação do movimento, ainda não está presente de forma consistente no SUS local.

Barreira começa na recepção
Os relatos indicam que os maiores entraves ocorrem antes mesmo da consulta médica. Falta informação nas recepções das UBSs e UPAs, o que gera constrangimentos e atrasos. Profissionais de enfermagem e médicos, em geral, são reconhecidos pelo atendimento humanizado, mas existe uma lacuna clara entre o primeiro contato e o acesso efetivo ao cuidado.

Capacitação é urgente e precisa seguir diretrizes oficiais
Representantes defendem treinamentos baseados no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do governo federal. A ausência dessa capacitação padronizada preocupa e reforça a necessidade de preparar toda a equipe, garantindo informação, empatia e respeito. Para o movimento, humanizar o atendimento não é um detalhe, mas parte essencial do tratamento.

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