Aumento de doenças respiratórias em Pará de Minas acende alerta para prevenção no inverno e vacinação é a principal aliada

Com a chegada do inverno e a intensificação da circulação de vírus respiratórios, a rede municipal de saúde de Pará de Minas tem registrado aumento na procura por atendimentos relacionados às síndromes respiratórias. O cenário reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos para evitar casos graves da doença.

Em entrevista concedida na Unidade de Atendimento Pediátrico da UPA, instalada nas dependências do Hospital Municipal Padre Libério (HMPL), a Referência Técnica da Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Liguori, explicou que as síndromes respiratórias são infecções causadas principalmente por vírus e que costumam apresentar crescimento justamente neste período do ano.

Segundo ela, os quadros podem variar desde sintomas leves, semelhantes aos de uma gripe comum, até situações mais graves que exigem internação hospitalar:

Maria de Lourdes Liguori
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Principais vírus monitorados
A Vigilância Epidemiológica acompanha a circulação viral durante todo o ano, mas intensifica o monitoramento nos meses mais frios devido ao aumento esperado dos casos.

Atualmente, os principais vírus observados são a Covid-19, a Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), embora outros agentes também possam causar infecções respiratórias importantes.

Maria de Lourdes ressaltou que esses vírus recebem atenção especial devido ao impacto que podem causar na saúde pública e à disponibilidade de vacinas para parte dessas doenças.


Vacinação continua disponível
A especialista reforçou que a imunização permanece sendo a medida mais eficaz para evitar complicações, internações e mortes.

Ela lembrou que a campanha de vacinação contra a Influenza foi iniciada ainda no primeiro semestre justamente para que a população estivesse protegida antes do período de maior circulação viral.

A recomendação é direcionada principalmente para idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes com comorbidades e profissionais da saúde:

Maria de Lourdes Liguori
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Baixa cobertura preocupa autoridades
Apesar da disponibilidade dos imunizantes, a cobertura vacinal ainda está abaixo do esperado, especialmente em relação à Covid-19.

Maria de Lourdes alertou que a resistência à vacinação pode contribuir para o aumento dos casos graves e pressionar os serviços de saúde:

Maria de Lourdes Liguori
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Números mostram redução, mas atenção permanece
Os dados da Vigilância Epidemiológica apontam que o município registrou, até o momento, 23 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026. No mesmo período do ano passado, haviam sido registradas 89 notificações.

Entre os casos atuais, foram contabilizados dois óbitos provocados por outros vírus respiratórios. Os registros oficiais apontam ainda um caso notificado de Covid-19, dois de Influenza e três de Vírus Sincicial Respiratório.

A especialista destacou que os números oficiais dependem da notificação dos casos e da realização de exames laboratoriais para identificação dos agentes causadores:

Maria de Lourdes Liguori
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Monitoramento ocorre durante todo o ano
De acordo com Maria de Lourdes, o acompanhamento epidemiológico é realizado de forma contínua e envolve diversas áreas da Secretaria Municipal de Saúde.

A integração entre vigilância epidemiológica, assistência médica, laboratórios, farmácia e demais setores permite o planejamento das ações necessárias para enfrentar o aumento sazonal das doenças respiratórias.

“Todo ano sabemos que esse período exige atenção especial. Por isso é fundamental que toda a rede esteja alinhada para garantir atendimento adequado à população”, ressaltou:

Maria de Lourdes Liguori
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Cuidados simples ajudam a reduzir transmissão
Além da vacinação, a Vigilância Epidemiológica reforça a necessidade de medidas preventivas no dia a dia.

As doenças respiratórias são transmitidas principalmente por gotículas e pelo contato próximo entre as pessoas, o que favorece sua rápida disseminação.

Por isso, a população deve manter hábitos de higiene, evitar contato com pessoas doentes sempre que possível e procurar atendimento médico diante do agravamento dos sintomas.

“A transmissão dessas doenças é muito rápida. Cada pessoa tem um papel importante na prevenção e na proteção da própria saúde e da saúde coletiva”, concluiu Maria de Lourdes Liguori.

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