Copa do Mundo 2030 celebrará centenário do torneio com 6 países-sede

Depois de uma edição histórica que encerrou seu ciclo em 19 de julho com 304 gols marcados em 104 confrontos disputados por 48 países, o futebol mundial já projeta um formato ainda mais ousado para o seu próximo encontro. A edição de 2030 quebrará novos parâmetros ao distribuir suas partidas por seis nações espalhadas por três continentes distintos — Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai —, com calendário previsto entre 8 de junho e 21 de julho.

Espanha, Portugal e Marrocos lideram estrutura principal do torneio
A candidatura conjunta formada por Espanha, Portugal e Marrocos saiu vitoriosa para sediar a estrutura central da competição. Contudo, em razão da celebração dos 100 anos da primeira edição da história, disputada em solo uruguaio no ano de 1930, a abertura oficial e o primeiro jogo do Mundial acontecerão em Montevidéu, homenageando também o primeiro campeão da modalidade.

Homenagens históricas garantem partidas inaugurais na América do Sul
A distribuição das partidas iniciais no continente sul-americano obedece a razões históricas e institucionais. A Argentina acolherá o jogo de estreia de sua seleção como forma de reconhecimento por ter sido a vice-campeã da edição inaugural. Já o Paraguai sediará a primeira partida de sua chave por abrigar a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), única entidade continental existente há um século.

Essa configuração especial assegura vaga direta no torneio a todas as seis nações envolvidas no projeto: Uruguai, Argentina e Paraguai preenchem postos pela América do Sul, enquanto Espanha e Portugal ocupam cotas da Europa e Marrocos garante a vaga do continente africano.

Fifa estuda ampliar número de seleções participantes para 64
O preenchimento prévio dessas vagas não deve reduzir as oportunidades das demais equipes nas eliminatórias. O presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, avalia expandir o número de participantes para 64 países no próximo ciclo. Logo após a decisão que culminou com o título da Espanha, o dirigente classificou a fórmula de 48 participantes como um grande êxito.

Se a mudança para 64 equipes for oficializada, o formato passará a contar de forma permanente com a fase de 16-avos de final. A medida abrirá portas para seleções de menor expressão internacional, possibilitando surpresas positivas como a campanha de Cabo Verde, ao mesmo tempo em que receberá equipes que encontram maior dificuldade competitiva, a exemplo de edições com estreias discretas de Curaçao, Iraque e Uzbequistão. Com informações da Agência Brasil

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