GRNEWS TV: Coletivo G35 une pacientes e fortalece a luta por mais informação sobre Esclerose Múltipla
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Bianca Morais e Homar Assis, pessoas com Esclerose Múltipla e integrantes do Coletivo G35, confirmaram que além dos desafios provocados pela doença, quem convive com a esclerose múltipla ainda enfrenta desinformação e preconceitos. Durante a entrevista, Bianca destacou que muitas vezes a falta de compreensão parte de pessoas próximas, que deveriam representar uma rede de apoio. Segundo ela, sintomas como fadiga e limitações físicas acabam sendo confundidos com falta de disposição, quando, na realidade, fazem parte da condição clínica.
Ela também esclareceu uma dúvida frequente da população. Apesar do nome semelhante, a esclerose múltipla e a esclerose lateral amiotrófica (ELA) são doenças diferentes. A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central e, com tratamento adequado, pode ser estabilizada em muitos casos. Já a ELA é uma doença degenerativa que compromete principalmente a função motora.
Tratamento vai muito além dos medicamentos
Assis ressaltou que o acompanhamento multidisciplinar foi decisivo para sua adaptação após o diagnóstico. Além do uso de medicamentos, ele recebe suporte de profissionais de fisioterapia, psicologia, nutrição e outras áreas, experiência que considera fundamental para enfrentar os desafios da doença.
Bianca reforçou que o cuidado com a saúde mental é outro pilar essencial. Segundo ela, o acompanhamento psicológico ajudou a enfrentar o processo de luto provocado pelo diagnóstico e a compreender que seria necessário reconstruir parte da rotina, respeitando os limites impostos pelo próprio corpo.
Coletivo busca acolhimento e políticas públicas
Da experiência pessoal surgiu o Coletivo G35, criado por Bianca após a busca por outras pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla em Pará de Minas. Ela explicou que o grupo nasceu para oferecer acolhimento, fortalecer o sentimento de pertencimento entre os pacientes e defender políticas públicas voltadas à doença.
O nome G35 faz referência ao código da Classificação Internacional de Doenças (CID) utilizado para identificar a esclerose múltipla. Assis destacou que o coletivo permanece aberto à participação de novos integrantes e pretende manter encontros mensais. Entre os projetos está a realização de ações de conscientização durante o Agosto Laranja, mês dedicado à divulgação de informações sobre a doença e ao incentivo ao diagnóstico precoce.
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