Tecnologia digital revoluciona a gestão de biofertilizantes na suinocultura

A modernização da agropecuária brasileira acaba de ganhar um aliado estratégico para transformar resíduos em recursos de forma segura. O GeoFert, um sistema digital de alta precisão, foi desenvolvido para monitorar e rastrear todo o ciclo de transformação dos dejetos suínos em biofertilizantes. A solução utiliza o georreferenciamento para organizar desde a coleta e o transporte até o momento exato da aplicação nos solos, garantindo que o manejo desses efluentes ocorra com total transparência e sustentabilidade.

Fim do controle manual e ganho em transparência
Um dos maiores gargalos da suinocultura intensiva, especialmente na região Sul do Brasil, é a comprovação do destino correto dos resíduos após o licenciamento ambiental. Até então, muitos municípios e propriedades dependiam de registros em papel ou controles fragmentados, o que dificultava a fiscalização e a auditoria dos processos. O GeoFert surge para preencher essa lacuna, automatizando o registro de informações vitais, como a granja de origem, as propriedades que recebem o material e as coordenadas geográficas precisas das áreas fertilizadas.

Essa inovação é ainda mais relevante quando o transporte dos dejetos é realizado por frotas públicas ou associações de máquinas. Com o novo sistema, gestores e órgãos de controle passam a ter acesso a evidências auditáveis, garantindo que o investimento de recursos públicos na movimentação desses resíduos esteja em plena conformidade com as normas ambientais.

Integração inteligente com dados ambientais
O grande diferencial do GeoFert é a sua capacidade de cruzar dados de rastreamento de máquinas com as informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Essa integração permite que prefeituras e prestadores de serviços agrícolas operem com maior agilidade e economia, assegurando que a aplicação do biofertilizante respeite os limites legais e as recomendações técnicas de adubação.

Diferente de rastreadores de frotas convencionais, a ferramenta foi moldada especificamente para as demandas da cadeia suinícola. Ela complementa sistemas já existentes, como o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS), oferecendo painéis de controle intuitivos com mapas e gráficos que auxiliam na tomada de decisões rápidas por parte de produtores e consultores técnicos.

Validação prática no campo
A tecnologia já saiu dos laboratórios e está em fase de validação real. O município de Presidente Castello Branco, em Santa Catarina, tornou-se pioneiro ao implementar a ferramenta em agosto de 2025, substituindo processos manuais por um fluxo totalmente digitalizado. Através de parcerias com empresas de tecnologia, o sistema vem sendo ajustado para responder às necessidades cotidianas dos operadores, garantindo uma interface amigável e funcional.

A expectativa é que a adoção em larga escala do GeoFert fortaleça a sustentabilidade da suinocultura familiar, promovendo uma responsabilidade ambiental rigorosa e consolidando o uso de biofertilizantes como uma prática de excelência na agricultura nacional. Com informações da Embrapa

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