Aliança estratégica entre Brasil e Índia fortalece o SUS com produção nacional de medicamentos contra o câncer

Uma nova etapa na autonomia farmacêutica brasileira começou a ser desenhada hoje em Nova Delhi. O Governo Federal selou três acordos fundamentais de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a Índia, focados na fabricação de fármacos de alta complexidade. A iniciativa visa garantir o fornecimento de tratamentos vitais para pacientes com câncer de mama, pele e leucemia atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com um aporte inicial de R$ 722 milhões neste primeiro ano, a projeção é que os investimentos alcancem R$ 10 bilhões ao longo de uma década. O objetivo central é internalizar a tecnologia necessária para produzir medicamentos como pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, reduzindo a dependência de importações e assegurando a estabilidade dos estoques públicos.

Tecnologia e soberania sanitária em pauta
Além da entrega imediata de medicamentos, o pacto prevê a modernização de laboratórios nacionais, tanto públicos quanto privados. Essa transferência de conhecimento é vista pelo Ministério da Saúde como um passo decisivo para ampliar o acesso da população a terapias avançadas. Atualmente, o setor farmacêutico é um dos pilares da relação comercial entre os dois países; em 2024, o Brasil importou cerca de US$ 7,3 bilhões em produtos desse segmento.

Durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que a medida vai além da assistência médica, funcionando como um motor econômico. Segundo ele, a produção local deve gerar novos postos de trabalho e renda, fortalecendo a segurança dos pacientes brasileiros através da inovação e da biofabricação.

Cooperação ampliada envolve Fiocruz e Anvisa
O fortalecimento dos laços não se limita apenas à compra e venda. Um novo termo aditivo prorrogou por mais cinco anos a cooperação bilateral em saúde, abrangendo áreas de ponta como inteligência artificial, telessaúde e desenvolvimento de biológicos.

Instituições estratégicas também formalizaram parcerias específicas:
Fiocruz: Firmou compromissos com laboratórios indianos para a pesquisa e produção de insumos considerados essenciais pelo governo.

Anvisa: Assinou um memorando com o órgão regulador indiano para agilizar a troca de informações técnicas sobre dispositivos médicos e insumos.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa união ratifica uma postura histórica de ambas as nações na defesa da equidade global no acesso a medicamentos genéricos e na busca pela soberania em saúde pública perante organismos internacionais. Com informações da Agência Brasil

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