Nova Serrana tem alto índice de pacientes com Hanseníase; diagnóstico precoce traz mais chances de cura

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A Hanseníase, causada por uma bactéria transmitida pelas gotículas presentes no ar, é considerada uma das doenças mais antigas do mundo. Há relatos de pessoas que contraíram a doença no século 6 antes de Cristo. Na Bíblia inclusive há histórias da doença conhecida também como lepra. Naquela época e até mesmo algumas décadas atrás quem contraia a hanseníase era privado do convívio com outras pessoas e se isolavam. No judaísmo por exemplo era considerado um estado de impureza.

Mas tudo porque não havia cura para a doença. Situação que mudou algum tempo depois com tratamentos e que hoje são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil é o segundo país do mundo com o maior registro de casos, são cerca de 30 mil a cada ano de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os sintomas incluem manchas claras ou vermelhas na pele com diminuição da sensibilidade. Quem contraiu a doença não sente dor nesta mancha e tem ainda dormências e fraqueza nos pés e nas mãos.

A Hanseníase tem cura e é importante diagnosticar o quanto antes para evitar sequelas em outros órgãos, como explica o dermatologista Mário César Ferreira Lessa Júnior.

Mário César Ferreira Lessa Júnior
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O tratamento é feito com antibióticos usados de forma padronizada e depende do tipo da Hanseníase. Há os pacientes que estão contaminados mas não infectam outras pessoas e os que contaminam quem está a seu redor. Por isso é importante procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) assim que suspeitar da doença. O tratamento pode durar até um ano.

Em Pará de Minas há poucos relatos de pacientes com a bactéria, mas há municípios da região onde há muitos casos, como é o caso de Nova Serrana. Por ser uma cidade pólo do setor calçadista emprega pessoas de várias partes do país que mesmo sem saber contaminam outros moradores. Por lá é feito um trabalho também de conscientização, segundo o dermatologista Mário César Ferreira Lessa Júnior que atende na cidade.

A Hanseníase era uma doença que causava preconceito nas pessoas por isso até hoje muita gente tem receio ao ouvir que alguém contraiu a doença. Mas o dermatologista afirma que a hanseníase tem cura e o paciente consegue viver normalmente:

Mário César Ferreira Lessa Júnior
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Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que 90% da população tem defesa contra a Hanseníase e a doença pode se manifestar em até cinco anos, varia de acordo com a genética de cada pessoa.

Para diagnosticar a Hanseníase são feitos testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora e também a baciloscopia, que é a coleta da serosidade cutânea em orelhas, cotovelos e da lesão da pele.

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