GRNEWS TV: Violência doméstica pode prender a mulher em um ciclo difícil de romper
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Mariane Melo, coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), e Polianny Carvalho, advogada do serviço, afirmaram que o trabalho do CREAS diante de casos de violência doméstica busca respeitar a decisão da mulher e, ao mesmo tempo, articular alternativas de proteção. Quando ela não deseja denunciar, a equipe pode verificar a existência de familiares ou pessoas de confiança que possam oferecer apoio e ajudar na saída temporária do ambiente de violência.
Em situações que envolvam risco imediato e crianças ou outras pessoas vulneráveis, a atuação pode incluir o acionamento de órgãos como o Conselho Tutelar. A equipe também orienta sobre canais de emergência, como o 190 e o 153.
Rede de proteção pode ser acionada
Segundo Mariane, ainda existem dificuldades relacionadas à oferta de abrigos e casas de passagem, que são poucos e não possuem uma regulamentação específica para todas as situações. Por isso, o atendimento depende da articulação da rede de proteção.
Entre as alternativas avaliadas estão o aluguel social, o deslocamento para outra cidade ou estado e o apoio para transporte. Em situações de emergência, o município pode providenciar uma solução imediata para garantir que a mulher não permaneça exposta ao risco.
Apoio de pessoas próximas
A violência pode permanecer invisível para familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Dependências emocionais, financeiras, familiares e até o medo do julgamento podem dificultar a ruptura do relacionamento.
Para quem percebe sinais de violência, a orientação apresentada no CREAS é buscar aproximação e oferecer acolhimento, sem pressionar a vítima. Também existe o Disque 100, que recebe denúncias anônimas e pode encaminhar a situação aos órgãos responsáveis.
A mensagem reforçada pelas entrevistadas é que a proteção depende de uma rede mobilizada e atenta. A violência doméstica não deve ser tratada como um problema privado.
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