GRNEWS TV: Casos de diarreia caem, mas cuidados com o Aedes e outros riscos à saúde continuam no período chuvoso

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Maria de Lourdes Liguori, enfermeira referência técnica da Vigilância Epidemiológica Municipal, e Ana Carolina Campolina, coordenadora da Vigilância em Saúde, explicaram que a redução dos casos de doenças diarreicas agudas em Pará de Minas indica uma mudança importante no cenário epidemiológico, mas a prevenção continua necessária. Os riscos associados às chuvas, à água contaminada e à proliferação de vetores exigem atenção da população e dos serviços de saúde.

Notificações apresentam queda
Segundo a Prefeitura, os registros chegaram a 478 casos na semana epidemiológica 34 e a 488 na semana 35. Posteriormente, foram contabilizados 273 casos na semana 37, sem surtos notificados, e 207 na semana 38. O volume se aproxima da média histórica municipal, estimada entre 200 e 250 ocorrências semanais.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que não foram registrados casos graves e atribuiu as oscilações também à sazonalidade. No período analisado, foram identificados dois surtos, que exigem investigação específica para identificar possíveis fontes de transmissão.

Água e higiene exigem cuidados
Chuvas intensas podem comprometer a qualidade da água utilizada para beber, cozinhar e higienizar alimentos. Poços e minas também precisam de atenção, pois a transparência da água não garante que esteja própria para consumo.

A higienização correta das mãos e dos alimentos, além dos cuidados com a água, ajuda a reduzir a transmissão de doenças diarreicas e suas possíveis complicações, como a desidratação, especialmente perigosa para crianças e idosos.

Leptospirose e outros riscos
Mesmo sem casos confirmados de leptospirose no município durante o período abordado, a prevenção permanece importante. O contato com água e lama contaminadas pode transmitir a bactéria causadora da doença. Febre, dor de cabeça, dores musculares e dor intensa nas panturrilhas merecem atenção, principalmente após exposição a áreas alagadas.

A limpeza dos ambientes atingidos deve ser feita com proteção adequada. Icterícia, sangramentos e dificuldade respiratória são sinais de agravamento que exigem atendimento imediato.

A alternância entre chuva e sol também favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Como mais de 80% dos focos estão dentro das residências, eliminar recipientes com água parada é uma medida essencial.

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