Ministério da Saúde institui Política de Qualidade e Segurança do Paciente no SUS

O Governo Federal deu um passo decisivo para transformar o padrão de atendimento na saúde pública com o lançamento de uma nova estratégia de proteção ao cidadão. Entrou em vigor nesta quarta-feira a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente no âmbito do Sistema Único de Saúde. A iniciativa foi desenhada para promover uma evolução contínua nos serviços de saúde de todo o país, estabelecendo metas rígidas para a diminuição progressiva de falhas operacionais, a mitigação de riscos biológicos e a eliminação de danos que possam ser evitados durante o período de internação ou consulta.

A regulamentação oficial foi publicada no Diário Oficial da União e prevê uma transição gradual para os novos parâmetros de cuidado. O cumprimento das regras será obrigatório tanto para os estabelecimentos de saúde administrados diretamente pelo poder público quanto para a rede privada convencional, santas casas, entidades filantrópicas, organizações civis, hospitais militares e as instituições de ensino ou centros de pesquisa científica que prestam suporte técnico ao SUS.

Metas prioritárias combatem infecções e buscam eficiência na aplicação de medicamentos
A espinha dorsal da portaria ministerial está concentrada em blindar o cidadão contra incidentes e eventos adversos decorrentes de falhas na assistência médica. Para que essa engrenagem funcione com precisão, o Ministério da Saúde definiu um conjunto de áreas críticas que receberão atenção imediata e monitoramento constante por parte das equipes de gestão. O plano prevê intervenções estruturadas na atenção primária dos postos de saúde, na rotina hospitalar de alta complexidade, nas unidades de pronto atendimento de urgência e nos programas de assistência domiciliar.

No dia a dia das clínicas e enfermarias, os eixos de ação prioritários focam na administração rigorosa e segura de substâncias medicamentosas, na criação de barreiras sanitárias eficientes para a prevenção de infecções hospitalares, na checagem e identificação correta de cada paciente para evitar exames ou procedimentos trocados e no aperfeiçoamento da comunicação interna entre médicos, enfermeiros e técnicos de plantão. Além disso, a política valoriza o aspecto humano, incentivando a inclusão de familiares, cuidadores e do próprio enfermo nos processos de tomada de decisão clínica.

Governança compartilhada e inovação tecnológica orientam o novo modelo de gestão
O processo de implementação das melhorias será sustentado por dimensões estratégicas que englobam a reestruturação da governança corporativa, o aprimoramento da gestão das instituições de saúde, a revisão das práticas assistenciais à beira do leito, o investimento em educação continuada para os trabalhadores do setor e a análise inteligente de bancos de dados. Um dos grandes diferenciais da proposta é a inserção direta dos conceitos de qualidade e proteção do paciente dentro das ferramentas formais de planejamento e distribuição de verbas de financiamento do SUS.

A execução e a fiscalização desse novo ecossistema sanitário serão divididas de forma integrada entre a União, as secretarias estaduais de saúde, o Distrito Federal e as administrações municipais. O governo central assumirá o papel de liderança do comitê nacional, ficando responsável por estipular os indicadores oficiais de desempenho, fornecer cooperação técnica para estados e municípios e financiar cursos de capacitação técnica. O objetivo central é unificar iniciativas que já funcionavam de maneira isolada, como o Programa Nacional de Segurança do Paciente, gerando um avanço estruturado na qualidade do acolhimento à saúde da população. Com informações da Agência Brasil

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