Vendas a crédito de veículos batem recorde de 14 anos com 7,3 milhões de unidades

O mercado automotivo brasileiro encerrou o ano de 2025 com motivos para celebrar. Dados consolidados do Sistema Nacional de Gravames (SNG), operado pela B3, revelam que o país registrou 7,3 milhões de veículos financiados ao longo dos doze meses. O número representa um crescimento de 2% em comparação ao ano anterior e marca o melhor desempenho do setor desde 2011, consolidando uma trajetória de recuperação que já dura três anos consecutivos.

O resultado aponta para uma tendência de alta robusta no acesso ao crédito para aquisição de bens duráveis. A base de dados da B3 é o principal termômetro do setor, uma vez que centraliza o registro de todas as operações de financiamento que possuem restrição financeira para garantir a compra de automóveis no território nacional.

Nordeste e Norte impulsionam o desempenho nacional
A expansão do mercado não foi uniforme, mas o vigor das regiões Nordeste e Norte foi o grande diferencial para que o índice nacional ficasse no azul. O Nordeste liderou o crescimento com um salto de 12,3% nas operações, seguido de perto pela região Norte, que apresentou uma alta de 9,8%.

Apesar do avanço acelerado nessas regiões, o Sudeste ainda detém a maior fatia do volume total de financiamentos no país, concentrando 41,9% de todos os negócios realizados entre novos e usados. A distribuição regional é completada pelo Sul, com 20,2% do total, Nordeste (19,5%), Centro-Oeste (10,6%) e Norte (7,9%).

Mercado de novos e usados em números
Entre as unidades que ganharam as ruas por meio do crédito, os veículos zero-quilômetro somaram 2,6 milhões de unidades. Esse montante representa mais da metade do total de vendas de novos no país — que, até novembro, acumulava 4,6 milhões de emplacamentos, segundo dados da Fenabrave.

Já o segmento de veículos usados continua sendo o maior em volume absoluto de financiamentos, com 4,6 milhões de unidades negociadas a prazo em 2025. Embora o país ainda não conte com um dado público unificado sobre o total de vendas de usados para fins de comparação, os números do SNG confirmam que a troca de veículos de segunda mão segue como a principal porta de entrada para o crédito automotivo do brasileiro. Com informações da Agência Brasil

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