Alistamento militar com vagas ampliadas para mulheres; veja as consequências para quem não se alista
As Forças Armadas brasileiras abriram o período de alistamento militar para 2026. O processo, que é um rito de passagem fundamental para a cidadania, espera mobilizar milhares de jovens em todo o país. Enquanto para os homens que completam 18 anos o ato é um dever legal, o ano de 2026 consolida uma nova era de inclusão: pelo segundo ano consecutivo, mulheres voluntárias também poderão ingressar no Serviço Militar Inicial.
O prazo para regularizar a situação ou manifestar o interesse voluntário segue até o dia 30 de junho. De acordo com o Ministério da Defesa, o objetivo central é manter uma reserva estratégica de brasileiros capacitados para atuar em missões de defesa nacional e ações de apoio à sociedade.
Inclusão feminina ganha força nas três forças
O alistamento feminino, uma iniciativa pioneira oficializada recentemente, disponibiliza para este ciclo 1.467 vagas. A distribuição contempla as três vertentes das Forças Armadas: o Exército Brasileiro lidera com 1.010 postos, seguido pela Aeronáutica com 300 e a Marinha com 157 oportunidades.
As candidatas devem completar 18 anos em 2026 e residir em um dos 145 municípios participantes, espalhados por 21 estados e pelo Distrito Federal. Diferente do público masculino, o prazo para mulheres é rígido e não permite prorrogação. Uma vez incorporadas, as voluntárias cumprirão os mesmos 12 meses de serviço obrigatório que os homens.
Como realizar o alistamento: digital e presencial
A modernização do sistema permite que o alistamento seja feito de forma rápida e gratuita pela internet. Os interessados devem acessar o site do Alistamento Online utilizando a conta Gov.br. Essa facilidade também se estende aos brasileiros que residem fora do país.
Para quem prefere o atendimento físico ou não possui acesso digital, as Juntas de Serviço Militar (JSM) iniciam o atendimento presencial na sexta-feira (2). É necessário apresentar:
Documento de identidade (RG, Carteira de Trabalho ou Certidão de Nascimento/Casamento).
Comprovante de residência atualizado.
Procedimentos para pessoas com deficiência (PCD)
Jovens que possuam condições de saúde que impossibilitem o serviço militar podem solicitar a isenção. O pedido deve ser feito diretamente em uma Junta de Serviço Militar mediante a apresentação de laudos médicos detalhados. O atestado deve conter o diagnóstico por extenso, o Código Internacional de Doenças (CID) e a identificação clara do médico (CRM). Em casos de incapacidade absoluta de locomoção, o tutor ou curador legal pode representar o jovem.
O caminho após o alistamento: seleção e incorporação
Estar alistado é apenas o primeiro degrau. Após obter o Certificado de Alistamento Militar (CAM), o cidadão deve monitorar o sistema para saber se foi dispensado por excesso de contingente ou se deve avançar para a Seleção Geral. Nesta fase, que ocorre no segundo semestre, são realizados testes físicos, exames médicos, avaliações odontológicas e entrevistas.
Aqueles que forem selecionados serão incorporados em 2027. O serviço dura um ano, podendo ser renovado anualmente por até oito anos, dependendo do desempenho e do interesse das Forças Armadas.
Consequências para quem não se alista
Para o sexo masculino, a negligência com o alistamento gera multas e sérias restrições civis. O cidadão em débito com o serviço militar fica impedido de:
Retirar ou renovar o passaporte.
Tomar posse em cargos públicos (concursos).
Realizar matrículas em instituições de ensino superior.
Firmar contratos com órgãos governamentais.
Com informações da Agência Brasil
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.


