GRNEWS TV: IMA reforça cuidados no período de maior consumo de cachaça e outras bebidas durante festas juninas e Copa do Mundo
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Wagner Dibai e Flávio Santos, fiscais agropecuários químicos do IMA, explicaram como funciona a Operação Baco, força-tarefa coordenada pelo órgão em parceria com polícias e instituições de fiscalização. O objetivo é retirar de circulação bebidas sem registro, falsificadas ou produzidas fora das normas sanitárias.
Festas Juninas acendem alerta contra cachaça clandestina
Com a chegada das Festas Juninas, festas julinas e grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, autoridades mineiras reforçam o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas clandestinas. O período de celebrações costuma aumentar significativamente a procura por cachaças e drinks, elevando também a preocupação com produtos sem procedência.
Os representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária explicaram que, em momentos de festa, muitos consumidores acabam relaxando os cuidados na hora da compra.
Segundo os fiscais, a empolgação, a pressa e o preço baixo acabam levando muita gente a consumir bebidas sem verificar origem, registro ou qualidade do produto. O problema é que aquilo que parece barato pode trazer prejuízos graves à saúde.
Rótulo e registro ajudam a identificar produto seguro
Os especialistas explicaram que toda bebida legalizada deve apresentar informações básicas no rótulo, como nome do produtor e número de registro no Ministério da Agricultura.
De acordo com os fiscais, o registro funciona como uma espécie de “DNA” da bebida, garantindo rastreabilidade e fiscalização do produto. A recomendação é nunca consumir bebidas sem identificação, sem rótulo ou vendidas de maneira improvisada.
Outro alerta importante envolve produtos conhecidos popularmente como “cachaça da roça”. Segundo os entrevistados, bebidas produzidas legalmente possuem marca, origem definida e seguem padrões técnicos de fabricação.
Consumidor pode exigir ver a garrafa
Uma das orientações dadas durante a entrevista foi para que o consumidor não tenha receio de pedir para ver a garrafa utilizada no preparo de drinks e caipirinhas em bares e restaurantes.
Os fiscais afirmaram que perguntar qual bebida está sendo utilizada é uma atitude de segurança e consciência. Além disso, detalhes como tampa violada, rótulo mal impresso, resíduos dentro da garrafa ou aparência fora do padrão podem indicar adulteração ou falsificação.
Fiscalização depende também da escolha do cliente
Segundo o IMA, o consumidor possui papel fundamental no combate à clandestinidade. Isso porque a escolha consciente influencia diretamente o mercado.
Os especialistas destacaram que, quando bares, restaurantes e supermercados percebem que os clientes exigem bebidas regularizadas, os próprios estabelecimentos passam a buscar fornecedores legalizados e produtos de melhor qualidade.
O projeto “O Legal Merece um Brinde” também foi citado como uma importante ferramenta de conscientização, ajudando produtores, comerciantes e consumidores a entenderem os riscos das bebidas clandestinas e a importância do consumo responsável.
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