Exame toxicológico em motoristas não é eficaz, afirma líder dos rodoviários

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Desde que foi instituída pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a obrigatoriedade do exame toxicológico para os candidatos as carteiras de motoristas nas categorias C, D e E, vem levantando muitas polêmicas.

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O Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) e o Ministério Público Estadual e Federal se opuseram a nova norma adotada em todo o território nacional. Uma ação foi movida na Justiça Federal.

Por alguns meses de impasse o Poder Judiciário concedeu liminar desobrigando a realização do procedimento. Mas, a liminar foi cassada e a exigência voltou a vigorar em Minas Gerais.

Especialmente os profissionais do volante estão sendo muito sacrificados pela obrigatoriedade do exame. De acordo com o Denatran, o objetivo é combater o abuso de drogas por parte dos motoristas.

Segundo o que foi divulgado, o exame detecta se o condutor fez uso de drogas durante os últimos seis meses. Mas, essa informação é questionada por entidades de classe que representam os motoristas.

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De acordo com Antônio da Costa Miranda, presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Minas Gerais (FETTROMINAS), no Brasil existe a cultura de criar leis sema estrutura necessária para cumpri-la:

Antônio da Costa Miranda
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Um dos grandes vilões dessa história é o alto custo do exame. O procedimento chega a custar R$ 390,00 e acaba sendo pago pelo candidato as carteiras C, D e E ou no caso de renovação. Além disso, o efeito das drogas ilícitas acaba dentro de um determinado período, o pode ser escondido no exame retroativo:

Antônio da Costa Miranda
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Outra pergunta feita pelos representantes sindicais dos motoristas é em relação aos casos em que é detectado o uso de entorpecentes. Todos querem saber para onde esse trabalhador será encaminhado e tratado do vício:

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O Denatran até o momento não voltou atrás na decisão e continua valendo a exigência do exame toxicológico para os candidatos as carteiras de motoristas para transporte de passageiros e de cargas, bem como a renovação delas.

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