Adutora do Rio Pará não será entregue no prazo previsto e Vale receberá multa diária por atraso, diz promotor

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Teve início em outubro do ano passado a construção da nova adutora do Rio Pará. O sistema será responsável pelo abastecimento de água em Pará de Minas nos próximos anos. Isso porque, após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em janeiro de 2019, o Rio Paraopeba ficou completamente poluído, impossibilitando a captação de água para abastecer a população paraminense.

A adutora captará 284 litros por segundo, o que representa pouco mais de um milhão de litros de água a cada hora, e esta é a mesma vazão que o município tinha quando era abastecido pelo Paraopeba. Segundo a Vale, responsável pela obra, a tubulação tem aproximadamente 47 km de extensão e é formada por cerca de 7,2 mil tubos de 6 a 12 metros de extensão e diâmetro de 500 mm. Praticamente subterrânea, ela minimizará os impactos posteriores à obra.

A construção foi realizada após um Termo de Compromisso (TC) assinado entre a Vale, a Prefeitura e a Águas de Pará de Minas após intervenção do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) através da Promotoria de Meio Ambiente da Comarca de Pará de Minas.

Desde o início da obra o Portal GRNEWS tem acompanhado de perto toda a construção. Em janeiro deste ano, a Vale informou que o investimento na nova adutora gira em torno de R$ 134 milhões e seria entregue em julho, mais precisamente no dia 10. No primeiro mês do ano, 45% da construção já estava pronta.

Em março, quando a obra estava 60% concluída, a expectativa era contratar mais trabalhadores para acelerar a construção e afastar de vez a possibilidade de um novo racionamento em Pará de Minas.

Mas a pandemia veio e muitos trabalhadores com sintomas da doença ou dos grupos de risco foram afastados, além da mineradora tomar várias medidas de enfrentamento à COVID-19.

O dia da entrega chegou e infelizmente a adutora não está pronta. A reportagem do Portal GRNEWS conversou o promotor de Meio Ambiente da Comarca de Pará de Minas, Delano Azevedo Rodrigues, que confirmou a notícia. Segundo ele o atraso é previsível e a Vale alegou demora na negociação de áreas onde a adutora foi construída e mudanças de projetos na rede elétrica.

O promotor tem acompanhado de perto toda a obra, inclusive através de relatórios que a mineradora tem que entregar ao MPMG. Os documentos mostram que a construção está quase pronta, faltando apenas 300 metros para ser concluída.

Com o atraso, a mineradora será multada diariamente, sendo que a previsão de entrega da nova adutora é no dia 30 de julho. Ou seja, serão 20 dias de multa. O valor, segundo Delano Azevedo Rodrigues, será negociado em obras ou o MPMG executará a multa. O procedimento será feito assim que o empreendimento for entregue.

Quando concluída, a adutora será entre gue à Prefeitura de Pará de Minas e operada remotamente pela concessionária Águas de Pará de Minas por meio de um sistema completo de automação instalado.

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