Sejusp confirma que 23 detentas da Pio Canedo testaram positivo para Covid-19 e intensifica ações de prevenção

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Como o Portal GRNEWS adiantou, diversas detentas que cumprem pena no Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo em Pará de Minas, testaram positivo para o novo coronavírus.

A Secretaria Municipal de Saúde precisou agir rápido, fez os testes nas mulheres que foram isoladas imediatamente. Uma delas, inclusive, precisou ficar internada no Hospital Municipal Padre Libério (HMPL) e depois foi transferida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) devido ao quadro clínico.

Diante do surto dentro da penitenciária, o Portal GRNEWS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) confirmou, com base em um levantamento feito às 10 horas desta terça-feira, 8 de junho, que 23 detentas testaram positivo para a Covid-19.

Elas cumprem um período de quarentena dentro da unidade, acompanhadas pelas equipes de saúde, e estão assintomáticas ou com sintomas leves da doença. As celas são isoladas e rotineiramente desinfetadas.

Como Pará de Minas está na onda vermelha do Minas Consciente, as diretrizes proíbem visitas de familiares no complexo, o que está sendo realizado desde que o município foi enquadrado nesta fase do plano estadual.

As regras permitem as visitas de advogados, desde que o detento não tenha testado positivo para o novo coronavírus.

Desde o início da pandemia, o Depen-MG pôs em prática algumas ações para prevenir e controlar a disseminação do coronavírus nas unidades prisionais de Minas Gerais, incluindo a penitenciária de Pará de Minas.

Foram criadas 30 unidades de referência, chamadas de Porta de Entrada, que funcionam como centros de triagem para novos custodiados do sistema prisional. O modelo é pioneiro no país e foi classificado como referência pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Todas as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades prisionais do Estado”, informou a Depen-MG em nota ao Portal GRNEWS.

Quanto às visitas, em setembro de 2020, o Depen-MG iniciou a retomada gradual das visitas presenciais no sistema prisional, de acordo com as ondas do Minas Consciente de cada macrorregião. A lista de unidades em cada onda é atualizada semanalmente no site da Sejusp, às quintas-feiras.

Os familiares também podem ter contato com seus parentes de outras três formas: por meio de cartas (ação prevista para todas as unidades e com média de 35 mil recebimentos por semana), ligações telefônicas (cujo número é diferente em cada unidade e deve ser fornecido pelo presídio ou penitenciária; a média semanal é de 15 mil ligações realizadas) ou videoconferências nas unidades em que essa tecnologia já está disponível. Mais de 96% das unidades prisionais realizam visitas familiares por videoconferência. Esta modalidade continuará acontecendo mesmo diante da retomada das visitas”.

Caso os detentos apresentem sintomas da covid-19, o protocolo é o isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com Covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva.

Ainda segundo a Depen-MG, no caso dos trabalhadores da segurança, “imprescindíveis para a segurança das unidades, os profissionais estão com as escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação desses servidores intra e extramuros”.

As áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também veículos, estão passando por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia.

O sistema prisional está produzindo máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das unidades prisionais já foram produzidas cinco milhões de máscaras por custodiados. Todos os servidores são obrigados a circular no interior das unidades de EPIs e, a eles, este material é fornecido sistematicamente. Os presos também utilizam máscaras quando estão com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões onde outro detento foi testado positivo para a doença.

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