Com HNSC fechado, UPA atenderá casos de urgência e emergência mesmo sem ter estrutura adequada

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A possibilidade de fechamento da maioria dos serviços do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), o único de Pará de Minas, vinha sendo discutida ao longo dos últimos anos, para desespero da população da microrregião.

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Então não foi surpresa para ninguém quando o diretor Técnico-Médico do HNSC, Gilberto Denoziro Valadares da Silva, anunciou em 31 de outubro, que por falta de acordo com a Prefeitura de Pará de Minas e absoluta falta de dinheiro não restava alternativa ao hospital a não ser suspender os plantões do pronto socorro, pediatria, ortopedia, anestesia e maternidade.

A medida drástica entrou em vigor na manhã desta segunda-feira, 6 de novembro, um dia histórico e lamentável para a saúde pública em Pará de Minas. Com o fechamento dos serviços, as pessoas mais necessitadas da microrregião que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) foram atingidas diretamente.

A direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição disse que não tem dinheiro para seguir com os plantões e os médicos já estão sem receber há mais de quatro meses.

Diante desse cenário preocupante e desesperador para a população, resta aos paciente de Pará de Minas procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Senador Valadares, em casos de urgência e emergência, mesmo sem aquela unidade de saúde ter a estrutura necessária para atender pacientes nestas situações.

Nesta segunda (6) o secretário municipal de Saúde, Paulo Duarte, voltou a reclamar que o HNSC entregou a notificação às vésperas de um feriado prolongado. Por isso não houve prazo hábil para montar um plano de contingência:


Paulo Duarte
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Informa que a UPA está sendo preparada para realizar um atendimento emergencial dos pacientes do SUS. Unidades hospitalares estão sendo contatadas para absorver a demanda dos paraminenses:

Paulo Duarte
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Lembra que a crise no HNSC vem se arrastando durante os últimos anos e agora chegou a um nível mais crítico devido a falta de acordo. Reitera que os recursos públicos devem ser investidos com a devida produtividade.

Deixa claro que nunca foi contra o atendimento de pacientes dos planos de saúde. Destaca seu questionamento de que o SUS e os planos que usam a estrutura do hospital devem contribuir com a manutenção da instituição:

Paulo Duarte
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Acrescenta que a Secretaria Municipal de Saúde quer produtividade na prestação de serviço enquanto a diretoria do HNSC quer apenas um complemento de caixa. Por isso não há consenso e o Ministério Público será acionado pelo município:

Paulo Duarte
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A maioria da população não tem condições de pagar um plano de saúde privado e por isso depende do SUS. Milhares de pessoas estão desempregadas e passam por sérias dificuldades financeiras.

A situação da saúde pública do município é gravíssima. A preocupação é com os atendimentos de emergência, como no caso das vítimas de acidentes de trânsito e de grávidas que estão prestes a dar a luz.

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