Vereador faz acordo com o MP, paga multa e se livra de processo por crime de boca de urna

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As eleições municipais realizadas no domingo (2) foram tranquilas em Pará de Minas. Mas um fato causou alvoroço perto das 17 horas, horário em que terminaria a votação.

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O vereador e candidato a reeleição em Pará de Minas Marcílio Magela de Souza (PMDB), juntamente com médico Silvimar Nunes de Oliveira, foram detidos, após denúncia de prática de boca de urna, nas proximidades da Escola Estadual Fernando Otávio, maior colégio eleitoral da cidade.

As informações foram confirmadas pelo próprio vereador Marcílio Magela de Souza, que foi o mais votado mais uma vez, conquistando a reeleição com 1.266 votos.

Um dos denunciantes alegou que Marcílio Magela de Souza abordava as pessoas e em um dos casos teria anotado seu número de candidatura na mão de uma senhora.

Após ser abordado por uma equipe de policiais militares o vereador negou ter pedido voto. Afirmou que teria apenas passado o seu número de telefone para uma eleitora.

Durante a abordagem a Polícia Militar encontrou material de campanha no carro em que eles estavam que pertence ao médico Silvimar Nunes de Oliveira, como explicou o próprio vereador, negando que estivesse fazendo boca de urna.

Tanto o vereador, quanto o ortopedista foram encaminhados para a Delegacia Regional de Polícia Civil em Pará de Minas, onde foram ouvidos pelo delegado de plantão César Augusto de Faria Freitas, que realizou a oitiva também com testemunhas que estavam no local do acontecimento.

Após ouvir os envolvidos na ocorrência, o delegado informou que o processo envolvendo a suspeita de boca de urna seria encaminhado para a Justiça Eleitoral, que analisaria o caso durante audiência nesta quarta feira (5).

No fim da tarde desta quarta (5) o vereador Marcílio Magela de Souza falou com a reportagem do Portal GRNEWS, por telefone, e informou que durante a audiência chegou a um acordo com o promotor de Justiça, Charles Daniel França Salomão, representante do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que cuidou do processo eleitoral na Comarca de Pará de Minas.

O vereador Marcílio Magela de Souza negou mais uma vez que tenha cometido crime de boca de urna, mas disse que preferiu fazer o acordo e encerrar o processo.

Pelo acordo, ele deverá pagar multa no valor de R$ 2 mil. Marcílio Magela de Souza disse que pagará a multa em quatro parcelas de R$ 500,00 cada e o dinheiro será destinado pelo Ministério Público ao Abrigo Casa do Caminho, que funciona em Pará de Minas e acolhe provisoriamente, crianças em situação de risco.

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