GRNEWS TV: Método Wolbachia avança e reforça novas estratégias contra o mosquito transmissor da Dengue
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Adilson José Batista, Diretor de Vigilância em Saúde, e Douglas Duarte, Coordenador de Vigilância Ambiental, falaram sobre ações preventivas e de combate à Dengue.
Tecnologia que interrompe a transmissão
Especialistas explicam que o método Wolbachia — já aplicado com bons resultados em regiões de Belo Horizonte, como Venda Nova e Pampulha — consiste em liberar mosquitos infectados com a bactéria para que se reproduzam com os mosquitos selvagens. O inseto continua existindo, mas perde a capacidade de transmitir arboviroses. A proposta é considerada uma das abordagens mais promissoras entre as alternativas estudadas no país.
Métodos sem comprovação geram preocupação
Outras iniciativas, popularmente chamadas de “mosquito do bem”, seguem sem evidências científicas robustas. Técnicos do setor afirmam que muitos vendedores batem à porta oferecendo soluções milagrosas, mas sem qualquer estudo que comprove redução real de casos — e não apenas de indicadores como o LIRAa. O foco, reforçam, deve ser sempre a queda no número de pessoas doentes.
Casos controlados mesmo com alerta
Pará de Minas vive hoje uma situação incomum: o índice de infestação está em nível de alerta, mas os casos permanecem baixos. O motivo é a ação rápida das equipes ao identificar suspeitas, somada ao trabalho simultâneo de várias frentes de combate.
Prevenção continua indispensável
Técnicos lembram que erradicar o Aedes é um objetivo irrealista. O Brasil já acreditou ter eliminado o mosquito no passado, mas a falsa sensação de segurança abriu espaço para uma explosão de casos. O inseto é resistente: ovos sobrevivem mais de um ano no seco e eclodem poucos minutos após contato com água. Em menos de dez dias, já há mosquitos adultos circulando.
Inseticida não resolve sozinho
Apesar de toneladas de inseticida usadas em todo o país, o produto nunca foi suficiente para controlar a espécie. Em 2024, chegou até a faltar no mercado internacional. A orientação é clara: combater criadouros é a única estratégia realmente eficaz para impedir a multiplicação.
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