Alerta da Saúde mobiliza Pará de Minas contra a febre amarela

A Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas reforçou as ações de vigilância e vacinação contra a febre amarela após um alerta epidemiológico emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEV Minas). A medida foi adotada em razão da confirmação de casos da doença em primatas em municípios do noroeste do estado, como Arinos, Unaí, Buritis, Formoso, Urucuia e Buritizeiro.

Apesar de não haver registros da doença em humanos ou animais na região de Pará de Minas, as autoridades reforçam que o momento é de prevenção e monitoramento. A referência técnica em Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Liguori, explicou que o objetivo é agir antes que o vírus alcance novas áreas:

Maria de Lourdes Liguori
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Ela destacou que Minas Gerais faz parte de um corredor epidemiológico da febre amarela e que, somente no atual período de monitoramento, já foram confirmados 29 casos da doença em primatas no estado:

Maria de Lourdes Liguori
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Macacos não transmitem a doença e ajudam a salvar vidas
O coordenador de Vigilância Ambiental, Douglas Duarte, reforçou que os macacos não transmitem a febre amarela para as pessoas. Pelo contrário, eles funcionam como sentinelas naturais da circulação do vírus. “O primata é um alerta, um termômetro do que pode estar acontecendo naquela região”, afirmou:

Douglas Duarte
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Ele orienta que, ao encontrar um macaco morto, a população não deve tocar no animal sem necessidade e deve comunicar imediatamente a Vigilância em Saúde pelos telefones (37) 3231-7817 ou (37) 3231-7722. A coleta rápida permite que o material seja enviado ao laboratório de referência e contribui para o monitoramento da doença.

Douglas também recomenda o uso de repelentes, instalação de telas em portas e janelas, principalmente em áreas rurais ou próximas a matas e cursos d’água, além da eliminação de criadouros do mosquito:

Douglas Duarte
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Vacinação continua sendo a principal proteção contra a doença
A responsável pelo setor de imunização, Juliana Viana, destacou que a vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção. Crianças recebem duas doses, aos nove meses e aos quatro anos, enquanto pessoas a partir de cinco anos precisam de apenas uma dose ao longo da vida, salvo situações especiais avaliadas pelos profissionais de saúde.

Segundo ela, todas as 24 salas de vacinação de Pará de Minas oferecem o imunizante gratuitamente. No entanto, o município enfrenta um desafio importante: a cobertura vacinal está em apenas 59,91%, muito abaixo da meta de 100%, o que representa cerca de 30 mil pessoas ainda sem proteção.


Juliana faz um apelo para que os moradores revisem a caderneta de vacinação. Quem perdeu o cartão ou não sabe se já foi imunizado deve procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação e, se necessário, receber a dose:

Juliana Viana
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Os profissionais da Saúde reforçam que não há motivo para pânico, mas sim para conscientização. A combinação entre vigilância, vacinação e participação da população é considerada fundamental para impedir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade.

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