Unicef amplia acesso ao trabalho e já supera 1 milhão de oportunidades para jovens no Brasil

A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ultrapassou a marca de 1,29 milhão de oportunidades efetivadas para adolescentes e jovens de 14 a 29 anos em situação de vulnerabilidade no Brasil. Criado em 2020, o programa reúne ações de formação profissional, aprendizagem, estágio e inserção no emprego formal em diferentes regiões do país.

Resultados expressivos desde o lançamento
De acordo com balanço divulgado pelo Unicef, mais de 473 mil jovens concluíram cursos e formações voltadas ao desenvolvimento de competências para o mundo do trabalho. Outros 820 mil conseguiram acesso direto a vagas de aprendiz, estágio ou emprego formal por meio da iniciativa, demonstrando o alcance e a capilaridade do projeto.

Parcerias fortalecem o acesso às oportunidades
O 1MiO atua de forma integrada com governos, empresas, organizações da sociedade civil e os próprios jovens. As oportunidades são concentradas em uma plataforma digital que funciona como um hub, conectando participantes e parceiros. O foco é garantir acesso ao trabalho decente, à formação profissional e à participação cidadã.

Grupos prioritários no centro da estratégia
A iniciativa trabalha com 12 perfis considerados prioritários, entre eles jovens pretos e pardos, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, jovens mães e moradores de periferias urbanas e áreas rurais. O objetivo é reduzir desigualdades históricas e ampliar as chances de inclusão produtiva.

Segundo a chefe de Educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto, o trabalho inclui apoiar empresas e governos na criação de processos mais justos de contratação, retenção e desenvolvimento profissional. Nas redes públicas de ensino, a atuação busca fortalecer debates sobre projeto de vida e construção de habilidades essenciais para o mercado de trabalho.

Desafios ainda persistem
Apesar dos números expressivos, o Unicef alerta que a meta alcançada não encerra os desafios da inclusão juvenil no país. Dados da PNAD Contínua Educação, de junho de 2025, indicam que 8,9 milhões de jovens entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham no Brasil.

O cenário é ainda mais preocupante entre mulheres, jovens negros, pessoas com deficiência e outros grupos vulnerabilizados. O desemprego juvenil segue historicamente acima da média nacional, em um contexto em que o país abriga a maior geração jovem de sua história, com 48,6 milhões de pessoas nessa faixa etária.

Janela de oportunidade para o futuro
Para o Unicef, o momento exige investimentos contínuos em políticas públicas e parcerias que ampliem o acesso à educação, qualificação profissional e trabalho digno. A avaliação é de que o Brasil ainda tem algumas décadas para transformar esse potencial em desenvolvimento social e econômico sustentável. Com informações da Agência Brasil

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!