Democracia ativa marca a retomada do Orçamento Participativo em Pará de Minas
A noite de sexta-feira, 30 de abril de 2026, simbolizou um avanço na gestão pública municipal com a realização da primeira plenária do Orçamento Participativo 2026. O evento, ocorrido na quadra do CMEI Professora Maria Constança Torres, reuniu moradores dos bairros João Paulo II e Veredas para definir as prioridades de investimento para a região. Após mais de duas décadas, o modelo de consulta popular retorna para garantir transparência na aplicação dos recursos e dar voz direta ao cidadão.

Prioridades escolhidas pela comunidade
Durante o encontro, os residentes votaram em demandas levantadas previamente e em propostas apresentadas na hora. O resultado da votação apontou que o foco dos investimentos para 2027 deve contemplar a infraestrutura urbana, saúde e lazer. Entre as pautas vencedoras, destacam-se a pavimentação asfáltica, especialmente em rotas de ônibus, a instalação de uma farmácia na Unidade Básica de Saúde (UBS) e a reforma da quadra esportiva local.

O vice-prefeito Luiz Lima expressou entusiasmo com o engajamento popular, destacando que a identificação de carências, como a falta de áreas de lazer para crianças, foi um ponto crucial do diagnóstico.

“Foi uma satisfação gigante ser recebido pelos moradores que participaram ativamente tanto das propostas quanto da votação”, afirmou Luiz Lima, sinalizando que a metodologia será aperfeiçoada para os próximos territórios:
Luiz Lima
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O papel da cidadania e do poder legislativo
A plenária não foi apenas um espaço de votação, mas um exercício de cidadania. Para a vereadora Irene Melo Franco, vice-presidente da Câmara Municipal, o Orçamento Participativo funciona como uma ferramenta que fortalece as políticas públicas ao permitir que a população mostre sua realidade.

Ela reforçou que o Legislativo atuará na fiscalização para garantir que o que foi votado seja efetivamente executado pelo Executivo:
Irene Melo Franco
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O sentimento de união foi compartilhado pelo morador Douglas de Castro, que viu nas escolhas um consenso geral voltado para o bem comum.

“A união faz a força e ninguém faz as coisas sozinho. O foco total é a aproximação e mostrar com clareza tudo que está sendo proposto”, pontuou Douglas:
Douglas de Castro
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Memórias de conquistas e esperança no futuro
Para os moradores mais antigos e as novas gerações, a retomada do projeto traz à tona um histórico de transformações reais. Adriana Barroso, moradora do João Paulo II, relembrou que conquistas essenciais do passado, como iluminação pública e saneamento, vieram de processos semelhantes.

Ela incentivou a participação de quem ainda hesita: “O ‘não’ você já tem, vamos correr atrás do ‘sim'”:
Adriana Barroso
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Rayanne Sampaio Souza também destacou o valor emocional e prático da plenária, mencionando que cresceu ouvindo relatos de seus avós sobre as melhorias conquistadas pelo orçamento participativo décadas atrás.

“É válido, acontece. Eu escutei meus avós e meus pais falarem que conseguiram [melhorias] através do Orçamento Participativo, então realmente acontece”, declarou Rayanne, reforçando a importância de a comunidade ser ouvida por quem toma as decisões:
Rayanne Sampaio Souza
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As demandas aprovadas agora seguem para análise de viabilidade técnica e financeira da Prefeitura, visando a inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano.






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