Inteligência artificial apoia diagnóstico de doenças de pele no SUS
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- 8 de novembro de 2026
Tecnologia voltada à triagem e lesões atendidas
Uma cooperação estabelecida entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita resultou no desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial voltado a dar suporte aos profissionais da rede pública no diagnóstico e triagem de enfermidades dermatológicas. Denominada CUTIS-AI, a ferramenta opera a partir do cruzamento de fotografias das alterações cutâneas do paciente com informações clínicas, epidemiológicas e sociodemográficas contextualizadas à realidade do país.
O leque de diagnósticos contemplados abrange esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea e lesões provocadas por acidentes loxoscélicos, decorrentes da picada da aranha-marrom. O aplicativo que executa a tecnologia permanece em fase de testes e foi projetado com base em consultas realizadas com equipes da atenção básica, contando com funcionamento garantido mesmo em territórios sem acesso à internet. Até o momento, o índice de precisão nas análises atinge aproximadamente 80%.
Objetivo da ferramenta e base de dados
O propósito do CUTIS-AI foca na aplicação da inteligência artificial como recurso complementar de auxílio, mantendo indispensável a consulta presencial e a avaliação médica. A cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho, ressaltou que a iniciativa nasceu para expandir o potencial de diagnóstico dessas enfermidades, que costumam impor desafios aos profissionais, sobretudo em localidades com escassez de médicos especialistas. A pesquisadora enfatizou que o acervo de imagens em consolidação estrutura uma base sólida para entregar uma solução efetiva na ponta da rede, com impacto direto na Atenção Primária à Saúde.
A etapa experimental da plataforma já avaliou por volta de 1,4 mil pacientes e reúne um banco com mais de 4 mil fotografias de lesões. Essa diversidade no perfil dos atendidos permite aprimorar o treinamento do algoritmo com amostras plurais, tornando o sistema mais preciso no reconhecimento das características de cada enfermidade. O secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior, pontuou que a qualidade e a pluralidade das informações são vitais para a eficácia da inteligência artificial na medicina. O gestor destacou que modelos criados a partir de grupos específicos podem perder eficiência ao serem aplicados em outras realidades, tornando indispensável a estruturação de um banco de dados nacional que contemple diferentes tonalidades de pele, contextos socioeconômicos e variações regionais. Com informações da Agência Brasil.





