Fórum em Chongqing une grandes rios e debate o futuro ambiental

Diálogo global em torno dos grandes cursos d’água

A China promoveu a conexão entre diferentes nações através da relação de suas populações com os principais rios do planeta durante a quarta edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé. Realizado em setembro na metrópole industrial de Chongqing, com trinta e dois milhões de habitantes, o evento integrou a Iniciativa para a Civilização Global, lançada em março de dois mil e vinte e três pelo presidente Xi Jinping com o propósito de incentivar valores comuns e a cooperação internacional.

Com o lema centrado na conexão entre rios e mares e no compartilhamento de sabedorias civilizacionais, a programação reuniu estudiosos, artistas e jornalistas de aproximadamente vinte países, incluindo Sérvia, Egito, Austrália, Reino Unido, Turquia, México e Coreia do Sul. O Brasil marcou presença por meio de pesquisadores e profissionais da imprensa, destacando a importância estratégica do debate sobre os recursos hídricos globais e a preservação ambiental.

Desafios históricos e recuperação ecológica
Durante as discussões, acadêmicos apontaram que a historiografia ocidental frequentemente negligencia a origem do desenvolvimento humano associada ao rio Yangtzé, embora pesquisas arqueológicas locais indiquem o cultivo de arroz na região há quase dez mil anos. Representantes da Academia Chinesa de Ciências Sociais destacaram que o foco acadêmico tradicional concentrou-se historicamente no Nilo e na Mesopotâmia.

O rápido crescimento econômico chinês ao longo das últimas cinco décadas gerou severos impactos ecológicos no Yangtzé, simbolizados pela extinção do golfinho Baiji em dois mil e seis. Diante dos danos ambientais, o Estado chinês passou a adotar a doutrina da civilização ecológica, incorporando-a à Constituição e estabelecendo medidas como a proibição da pesca profissional por dez anos e projetos intensivos de restauração dos ecossistemas aquáticos.

Parceria internacional e conservação na Amazônia
Especialistas de diversos países compartilharam experiências sobre a gestão de bacias hidrográficas, a exemplo de métodos egípcios de medição do rio Nilo para antecipar eventos climáticos extremos. Na mesma linha, a pesquisadora brasileira Vera Maria Ferreira da Silva, vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, ressaltou os reflexos da urbanização e da navegação na fauna local, ponderando que a nação asiática precisou redirecionar suas prioridades para evitar perdas ambientais irreversíveis.

Como desdobramento do intercâmbio cultural e científico, uma equipe do Centro Internacional de Comunicação do Oeste da China produziu um documentário focado nas comunidades ribeirinhas amazônicas. Paralelamente, o professor André Pereira Reinnert Tokarski, do Centro Universitário Alves Faria, avaliou que o desenvolvimento na Amazônia exige o equilíbrio entre a preservação ambiental e a necessidade de superar a vulnerabilidade social e energética das populações locais. Com informações da Agência Brasil.

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