Plataforma reúne 228 indicadores e revela contraste social ao comparar estados brasileiros
Plataforma do IMDS reúne centenas de indicadores para comparar estados
Uma nova ferramenta desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) consolida dados comparativos de todas as 27 unidades da federação com base em 228 indicadores. As informações estão divididas em 12 áreas temáticas, que englobam ambiente de negócios, assistência social, atividade econômica, distribuição de renda e pobreza, educação, situação fiscal, habitação, meio ambiente, mercado de trabalho, mobilidade social, saúde e segurança.
No setor educacional, o projeto batizado de IMDS – Eleições: Panorama Estadual aponta, por exemplo, que no Ceará o índice de alunos do 2º ano do ensino fundamental com proficiência adequada em leitura avançou de 44,9%, em 2021, para 72,1%, em 2023. Em contrapartida, Alagoas registrou variação de 30% para 30,7% no mesmo intervalo, mantendo-se estável. No âmbito da saúde, o levantamento demonstra que a taxa de incidência de tuberculose subiu entre 2020 e 2025 no Rio de Janeiro, passando de 79,3 para 99,3 casos por 100 mil habitantes, e no Rio Grande do Sul, saltando de 53,8 para 69,8.
Desigualdades regionais e pobreza extrema
O comparativo entre os estados escancara as disparidades regionais brasileiras, evidenciando uma nítida separação em dois blocos que divide as regiões Norte e Nordeste das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No ranking das unidades federativas com maior proporção de indivíduos em situação de extrema pobreza na renda domiciliar per capita, os nove primeiros lugares pertencem exclusivamente a estados nortistas e nordestinos. Por outro lado, os estados sulistas, sudeste e centro-oestes ocupam as melhores colocações no panorama geral.
Objetivo da ferramenta e contexto eleitoral
O presidente do IMDS, Paulo Tafner, esclarece que a proposta da iniciativa não visa estabelecer um ranking unificado das unidades federativas, mas sim disponibilizar subsídios para uma avaliação aprofundada das distintas realidades e evoluções estaduais.
Conforme avaliou o dirigente, o instrumento torna-se indispensável no atual período eleitoral para identificar se uma problemática é recente ou crônica, se determinada região avança ou regride e se um resultado constitui exceção ou reflexo de um contexto isolado. O painel foi estruturado justamente para conferir embasamento às análises e contextualizar as discussões debatidas nas eleições.
A plataforma pode ser acessada AQUI
Com informações da Agência Brasil.

