GRNEWS TV: Fisioterapia na UPA atua antes que o quadro respiratório se agrave
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Ana Carolina Ferreira, Fisioterapeuta Referência Técnica da unidade, e Stéfanie Marques, fisioterapeuta, explicaram que na UPA 24h de Pará de Minas, a fisioterapia respiratória pode atuar antes que um paciente precise ser intubado. Segundo as profissionais, a avaliação considera sinais como esforço para respirar, frequência respiratória, necessidade de oxigênio, estado geral, exames de imagem e gasometria.
Quando há condições para tentar a ventilação não invasiva, a equipe pode utilizá-la e acompanhar continuamente a resposta. Porém, diante de rebaixamento do nível de consciência ou alterações graves, a intubação pode ser necessária e não deve ser adiada.
Decisão é tomada em conjunto
As fisioterapeutas explicam que as condutas são discutidas com médicos e enfermeiros. Entre os recursos utilizados estão oxigenoterapia e manobras de expansão pulmonar. Em determinados casos, a expansão com AMBU pode ajudar a reverter restrições das vias aéreas.
A atuação não fica restrita à sala vermelha. Pacientes que chegam à unidade também podem ser avaliados pela fisioterapia e, em alguns casos, estabilizados antes de uma internação.
Formação especializada é necessária
A presença do fisioterapeuta nos serviços de urgência e emergência é respaldada pela Resolução 509 do Coffito, publicada em 2019. Para atuar em uma UPA, as profissionais destacam a importância da especialização em fisioterapia respiratória e terapia intensiva.
Segundo Ana Carolina, identificar alterações respiratórias precocemente e intervir rapidamente pode favorecer a evolução do paciente. A proposta é estabilizar o quadro antes que ele se agrave, sempre considerando as competências de cada integrante da equipe.
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