GRNEWS TV: CREAS explica direitos, sigilo e caminhos de proteção para mulheres vítimas de violência
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Mariane Melo, coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), e Polianny Carvalho, advogada do serviço, afirmaram que o CREAS oferece acolhimento e acompanhamento a mulheres e famílias que enfrentam situações de violação ou ameaça de direitos. Dentro desse atendimento está o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), voltado à proteção e ao acompanhamento especializado de famílias e indivíduos.
Segundo Mariane Melo, o acompanhamento pode continuar mesmo quando a mulher não deseja adotar imediatamente alguma medida. A situação é avaliada de acordo com cada caso, especialmente quando há crianças envolvidas ou outros integrantes da família também atingidos pela violência.
Apoio para romper o ciclo
Durante a entrevista, Mariane relatou que o acompanhamento pode contribuir para que a mulher consiga, com o tempo, tomar decisões para interromper o ciclo de violência. Ela citou situações em que mulheres conseguiram deixar esse contexto juntamente com os filhos durante o período de acompanhamento.
O PAEFI também pode atender famílias envolvidas em outras situações de violação ou ameaça de direitos, inclusive em casos relacionados a medidas socioeducativas.
Atendimento psicológico e rede de proteção
O CREAS não realiza atendimento psicológico clínico. Quando a mulher necessita desse acompanhamento, a equipe faz a escuta inicial e pode encaminhá-la para a rede de saúde.
As medidas protetivas também podem chegar ao CREAS para que a mulher seja informada sobre a possibilidade de acompanhamento. A proteção pode alcançar não apenas a vítima, mas também familiares, conforme a situação.
Autonomia respeitada
Mesmo quando o serviço é oferecido, a mulher pode decidir não participar do acompanhamento naquele momento. Conforme explicado por Mariane, essa escolha precisa ser respeitada.
Ao mesmo tempo, o CREAS mantém uma estrutura de acolhida, atendimento e acompanhamento para situações que exigem proteção social especializada, buscando oferecer suporte conforme as necessidades identificadas em cada caso.
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