GRNEWS TV: O impacto do diagnóstico da esclerose múltipla muda a vida e exige uma nova forma de seguir em frente
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Bianca Morais e Homar Assis, pessoas com Esclerose Múltipla e integrantes do Coletivo G35, afirmaram que receber o diagnóstico de esclerose múltipla foi descrito pelos entrevistados como um dos momentos mais difíceis de suas vidas. Apesar das histórias diferentes, ambos relataram que a confirmação da doença representou o início de um processo de adaptação física e emocional.
Assis contou que jamais imaginava enfrentar uma doença crônica. Pai de dois filhos, ele relembrou que o início do tratamento coincidiu com o nascimento do caçula e afirmou que precisou ressignificar a própria rotina. Segundo ele, a doença se manifesta de forma diferente em cada paciente. Enquanto algumas pessoas não ficam com sequelas, outras podem desenvolver limitações importantes, inclusive chegando à incapacidade.
A busca pelo diagnóstico
Embora tenha recebido o diagnóstico em cerca de seis meses, Assis explicou que o caminho até a confirmação foi marcado por investigações em diferentes especialidades. Inicialmente, os sintomas foram associados a um problema ortopédico. Após um surto que o deixou temporariamente sem os movimentos da perna, novos exames e avaliações mais detalhadas identificaram lesões compatíveis com a doença. A confirmação veio somente após o acompanhamento com um neurologista especializado e exames complementares.
Bianca viveu uma experiência mais rápida. Os primeiros sintomas surgiram em setembro, os exames foram realizados em outubro, o diagnóstico foi confirmado em novembro e o tratamento começou em dezembro. Ela ressaltou, porém, que essa rapidez só foi possível por ter acesso facilitado aos serviços especializados, realidade que, segundo ela, não representa a maioria dos pacientes.
O impacto emocional
Mesmo atuando na área da saúde e conhecendo a doença, Bianca afirmou que recebeu a notícia com tristeza e descreveu o momento como um verdadeiro processo de luto. O conhecimento técnico, segundo ela, ajudou a compreender melhor a situação e enfrentar os primeiros meses após a confirmação.
Assis também definiu o diagnóstico como um grande impacto. A principal preocupação foi com a família e com as mudanças que poderiam surgir na criação dos filhos e na rotina diária. Ambos destacaram que, embora a esclerose múltipla não tenha cura, aprender a conviver com a doença e seguir corretamente o tratamento é fundamental para preservar a qualidade de vida.
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